Plantas medicinais e chás
Por Carla Conde Vasconcelos
O
herbalismo-utilização de plantas com fins curativos-é uma das mais
antigas e divulgadas terapias medicinais, remontando à idade
primitiva.Todos nós podemos fazer remédios a partir de plantas, de modo
a melhorar a saúde e bem-estar da família e amigos. Mas não se esqueça
que muitas plantas são extremamente parecidas e apenas podem ser
identificadas com precisão se estiverem em flor ou com semente. As
plantas e ervas medicinais, podem intoxicar, provocar coma e mesmo
levar à morte. Todas elas têm mais de um componente e algum desses
componentes pode ser contra-indicado para o usuário.Não tente prevenir
ou tratar qualquer doença e muito menos substituir cuidados médicos
adequados.Tenha cuidado ao manusear as plantas e mantenha-as longe das
crianças.
Siga
um bom guia de identificação ou simplesmente compre as plantas já
secas em lojas da especialidade. Verifique a dosagem correcta e saiba
as precauções e contra-indicações.Se gosta de colher ervas no campo não
se esqueça de apanhar apenas o que necessita e deixe o suficiente para
um novo crescimento.
As
informações nestas páginas são educacionais, nenhuma destas informações
são novidade e resultam do conjunto de uma pesquisa em vários livros e
sites na internet, para que quem tenha o prazer de caminhar pela Serra
da Boa Viagem, Cabo Mondego, Quiaios, Murtinheira e Praia de Quiaios
consiga ser atraído pela riqueza da sua flora, combinando alguma
objectividade da ciência com a subjectividade da experiência humana.
Bons passeios!
Se quiser vir connosco dirija-se ao C@fé -Gelataria "Quiaios-Praia". Todas as sextas-feiras de manhã saímos às 08h30!
Nome científico
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Nome vulgar
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Foto
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Anthyllis vulneraria
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Vulneraria
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Arbutus unedo
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Medronheiro, ervedeiro, ervedo, êrvedo, ervado, ervodo, árvore-de-morangos (brasileiro)
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Cichorium intybus
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Almeirão, almeirão-selvagem,
almeirão silvestre, almeirão-de-raíz, chicória-do-café, chicória-brava,
chicória-amarga, chicória, radiche, radice-selvagem
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Corema album
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Camarinha, camarinheira
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Crataegus monogyna ssp. brevispina
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Pirliteiro, escalheiro, espinheiro-alvar, escambrulheiro, cambroeira, abronceiro, estrepeiro, espino. Em Inglaterra é conhecido como May Tree ou hawthorn.
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Foeniculum vulgare
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Funcho,funcho-de-comer, erva-doce, fiolho, anis-doce, maratro ou finóquio.
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Hypericum perforatum
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Milfurada, erva-de-São-João, androsemo, mijadeira, corazoncillo, St. John`s-wort, herbe de St. Jean, johanniskraut.
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Rosmarinus officinalis
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Alecrim-da-terra, romero, rosemary, alecrinzeiro, alecrim-de-jardim, alecrim rosmarino, libanotis.
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Sambucus nigra
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Sabugueiro negro,sabugo, rosa-de-bem-fazer, mestre-joão sabugueirinho (brasileiro), eldenberry ou eldertree (inglês).
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Salix alba
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Salgueiro-branco, sinceiro, vimeiro-branco.
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Smilax aspera L.
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Salsaparrilha-bastarda, legação,alegação, alegra-campo, recama, salsaparrilha-indígena, japecanga.
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"No chá Suiço"
Família: Leguminosae
Habitat:
Península Ibérica, Ilhas baleares e NW de África. Em relvados secos,
taludes, rochedos, solos calcários. Em Portugal cresce em matos,
terrenos incultos, pinhais, locais áridos e secos do Norte e Centro;
até 3000 m.
Identificação: de 0,05 a 5 dm de altura. Bienal ou vivaz.
Caules prostados ou ascendentes.
Folhas ou roseta basilar, sendo as inferiores simples com um só folíolo
e as restantes compostas por 3 a 6 pares de folíolos e a terminal
maior.
Flores vulgarmente de corola purpura e cálice esbranquiçado , mas
também podem ser de corola amarela ou raras vezes branca
(Maio-Setembro), na extremidade de um caule floral erecto, com
inflorescência globosa rodeada de brácteas verdes; cálice muito viloso
com 2 lábios, com uma intumescência em forma de bexiga, que aumenta de
tamanho após a fecundação; corola papilionácea com estandarte curto;
vagem inclusa semi-ovada comprida com 1 ou 2 sementes.
Sabor amargo.
Partes
utilizadas: toda a planta, flores, inflorescências; secagem à sombra em
camadas finas; mexer o menos possível para evitar que as flores caiam.
Componentes: tanino, saponósidos, flavonóides.
Propriedades: adstringente, depurativo, vulnerário.
A
vulnerária encontra-se rente ao solo e por vezes entre pedras, erguendo
os seus caules floridos e formando tapetes de magnífico aspecto púrpura
ou dourado. Na nossa Serra da Boa Viagem ainda só a encontramos de cor
púrpura.
A origem da palavra Anthyllis é grega e deriva de anthos,
flor, e ioulus, penugem, numa alusão ao seu cálice viloso. Assim, o
néctar das suas flores não está ao alcance das abelhas.
Nos prados a vulnerária é avidamente pastada pelo gado, para o qual constituí um excelente alimento.
Os Antigos e os médicos da Idade Média não deram qualquer importância à
vulnerária. Nos meios rurais, as suas propriedades foram descobertas
por empirismo; as suas flores fazem parte da composição do chá-suiço,
depurativo muito utilizado.
Contusão. aplicar em compressas sobre as lesões sem ferida. Decocção de vulnerária. 100g de folhas e raízes para 1 l de água.
Feridas superficiais. Lavar a ferida com uma infusão em 1 litro de
água fervente de 30g de folhas e raízes de vulnerária. Infundir 10
minutos.
"Cor e sabor nos bosques mediterrânicos"
Família: Ericaceae
Habitat:
Espécie mediterrâneo-atlântica que se encontra no Sudoeste do
continente, indo da Irlanda, Bretanha, regiões tipicamente do clima
atlântico, à costa mediterrânica; em quase todo o continente português,
mas principalmente nas serras de Monchique e Caldeirão. Bosques, matas,
solos áridos, ácidos ou alcalinos; até 1200 m, sem geadas fortes.
Suporta climas com períodos estivais secos e pluviosidade baixa. Com os
incêndios da última década , o medronheiro tem vindo a ocupar uma menor
área florestal em Portugal.
Identificação:
Pequena árvore ou arbusto frutífero e de grande beleza paisagística,
pode atingir nas zonas protegidas de 6 a 10m de altura,
excepcionalmente 15m, mas os incêndios das florestas e a exploração
mantêm-no entre 2 e 3m de altura, pois o seu crescimento é lento.
Possui copa oval e espessa.
Caule tortuoso,
erecto, possui uma casca pardo-avermelhada ou pardo-acinzentada,
delgada, gretada, muito escamosa, caduca em pequenas placas nos
exemplares mais velhos;
Ramos jovens avermelhados que brotam do caule a partir de 0,50 metros do solo, espaçados entre si;
Folhas parecidas com as do loureiro, serradas, simples, persistentes,
que existem na copa durante todo o ano, de 4 a 11 cm de comprimento, de
formato elíptico e pecíolo curto, alternadas, de cor verde-escura com
um brilho na face superior e mais claras na face inferior;
Flores hermafroditas, brancas com matizes verdes ou rosadas
(Outubro-Janeiro), pequenas, reunidas em cachos (ramalhetes) compostos,
pendentes, muito decorativos, corola gomilosa com 5 dentes. Debaixo do
ovário, encontram-se 10 estames.
Fruto denominado medronho, esférico, carnudo, comestível, de
amadurecimento lento, podendo este processo chegar a 10 meses, provido
de saliências piramidais, inicialmente verde, depois amarelo e
tornando-se laranja a vermelho durante o amadurecimento que ocorre no
Outono do ano seguinte; cotém de 20 a 25 sementes pequenas, angulares e
de cor castanha.
A reprodução do medronheiro começa com a queda do fruto maduro no
Outono ou Inverno, a partir do qual se produz uma maceração e
fermentação das sementes. Esta é ajudada em grande parte pela manta
vegetal e o sucesso de germinação na Primavera seguinte depende das
condições climatéricas durante essa fase de maceração/fermentação.
Sabor farináceo, ligeiramente ácido e agradável, geralmente maduro para
colheita entre Setembro e Novembro dependendo da chuva e temperatura da
zona.
Floresce portanto no Outono ou no princípio do Inverno e a maturação
dos frutos ocorre só no Outono do ano procedente. Porque a floração e a
maturação dos frutos do ano anterior é simultânea, os medronheiros são
considerados bonitas árvores ornamentais, muito decorativas e "vestem"
coloridamente florestas e serras.
Raízes profundas.
Renova bem pelo cepo.
Vive até cerca dos 200 anos.
Partes utilizadas: raízes, frutos, folhas, casca (sem efeitos medicinais).
Componentes:
o fruto maduro tem teores de açucar entre os 40 e os 60%, e é boa fonte
de beta-caroteno (pró-vitamina A), tanino, niacina e ácido ascórbico
(vitamina C) com valores semelhantes aos dos citrinos; metanol
presente na destilação.
Propriedades: adstringente, anti-inflamatório, anti-séptico, depurativo, diurético.
Curiosidades
Lineu baseou-se em denominações romanas para designar esta espécie de Arbutus unedo.
Virgílio, nas Geórgicas, chama a esta pequena árvore, muito frequente em Itália, arbustus; Plínio e alguns dos seus comtemporâneos designam o medronheiro, unedo, por unum edo, "eu como um só", um e mais nenhum, fazendo assim referência ao gosto desagradável dos frutos.
Há autores que discordam e referem que a origem etimológica vem do celta arbois, que significa áspero, rude, aludindo aos seus frutos.
O
medronheiro devido à degradação dos bosques naturais é muitas vezes uma
das poucas espécies com porte arbustivo em bosques, matagais e encostas
outrora cobertas de carvalhos.
Resistente à poluição urbana.
Os seus frutos, com elevado teor em tanino servem para preparar bebidas
caseiras agradáveis e úteis e são bastante apreciados, especialmente no
Sul de Portugal, para produzir aguardentes e licores.
O licor mais famoso comercializado, desde 1956, é o Brandymel, feito de aguardente de medronho e mel.
A chamada medronheira ou aguardente de medronho é não só uma bebida
regional Algarvia, mas também é produzida em outras regiões do país,
embora em menor quantidade. A diminuição da quantidade de medronho
plantado e as leis impostas pelo Estado, leva a que muitos produtores
se refugiem infelizmente na clandestinidade.
Os medronhos são fermentados em depósitos de madeira, barro ou cimento
durante 1 a 2 meses, evitando-se o contacto com o ar. Para 5 partes de
medronhos, junta-se 1 parte de água. Depois é guardado, bem vedado,
durante 2 meses. Normalmente com 15Kg de frutos faz-se 15l de
aguardente. O pico de produção verifica-se no terceiro ano da árvore,
mantendo-se económicamente viável no máximo mais 8 anos. Ao fim de 20
anos é necessário substituir a planta.
Uma aguardente de medronho a 50º e envelhecida em barris durante 8 anos é considerada excelente.
Os medronhos, devido ao seu elevado teor em açucar, é utilizado em diversas aplicações alimentares.
Deles se fazem saborosos doces, compotas, bolachas e também há quem os
coma crus, já bem maduros cobertos de açucar e/ou chocolate.
A segurança acima de tudo
Os
medronhos se consumidos em grande quantidade podem causar embriaguez e
dores de cabeça, pois possuem uma certa quantidade de alcoól.
CICHORIUM INTYBUS
Almeirão
"Amigo do Fígado"
Habitat:
Europa; Centro e Sul de Portugal. Encontra-se nas bermas dos caminhos,
campos cultivados e incultos, solos secos, calcários e argilosos;
também é cultivado; até 1500 metros.
Identificação:
planta herbácia, de 0,30 a 1m de altura. Vivaz, caule rígido, anguloso,
com numerosos ramos, hirtos, frequentemente divergentes na base; folhas
inferiores profundamente divididas em dentes agudos, folhas superiores
pequenas, lanceoladas; flores de um azul vivo, puro (Julho-Setembro),
que se associam em belos capítulos que se abrem de manhã, cerca das 6
horas, e se fecham durante a tarde; raíz aprumada. Contém uma seiva
leitosa, muito amarga, pelo que é conveniente colher as folhas antes da
floração, após o que deixam de ser comestíveis.
Partes utilizadas: folhas (Junho-Setembro, antes da floração), flores e raíz (Outono).
Componentes: sais minerais, glúcidos, lípidos, prótidos, vitaminas B, C, P e K, aminoácidos, inulina, heterósido amargo.
Propriedades: aperitivo, colagogo, colerético, depurativo, diurético, estomáquico, febrífugo, laxativo, tónico.
Lendas e histórias
Existe
uma lenda que descreve uma virgem, cujo bem amado partiu para a terra
santa e deveria voltar um dia do leste com o sol nascente, o esperou
todas as manhãs no caminho e foi transformada nessa flor. Talvez por
isso esta flor transmita uma impressão moral de paciência, espara
sempre renovada, sentimento de conformidade com o seu destino...
Utilização
Intybus
deriva da palavra egípcia "tybi", que quer dizer Janeiro, o mês em que
é costume comê-la. Apenas as folhas da plantas jovens podem ser usadas
em saladas. Assim que as plantas entram em floração, as folhas já não
são comestíveis. O aproveitamento das folhas cruas em saladas ou como
vegetal cozido é comum no Brasil. Experimente acompanhar a salada com
cenoura, alho e salsa, aumentando o seu valor nutritivo. São muito
saborosas também em refogados acompanhando legumes, cereais ou carnes.
O seu valor nutricional é superior ao da alface, sendo mais rica em
vitaminas, minerais e fibras.
A
utilização alimentar da chicória, data do séc.XVII; cultivada nas
hortas deu mais tarde origem às inúmeras variedades hortículas por
melhoramento genético, actualmente conhecidas, como as escarolas ou
endívias, as quais devido a serem menos amargas, são também muito menos
activas.
A conhecida chicória é afinal o tubérculo da planta Cichorium intybus,
em forma de cenoura com mais volume. É utilizado torrado em fornos e
moído, para fazer café de mistura, juntamente com cevada e café puro e
tem cor escura e sabor amargo. Sendo um aditivo do café é usada para
contrabalançar o efeito estimulante da cafeína.
A sua raíz apresenta também grandes quantidades do carbohidrato
inulina, de importantes aplicações na indústria farmacêutica e de
alimentos dietéticos.
As flores do almeirão também são comestíveis podendo embelezar saladas com efeito surpreendente.
É plantada para fins ornamentais, principalmente na Europa
No seu jardim
Condições de Plantação
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Cuidados gerais
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Métodos de Propagação
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Colheita
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Deve ser cultivado sob sol pleno, em solo fértil, bem drenável,
enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente.
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Tolera bem o frio e o calor
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Multiplica-se por sementes directamente no local definitivo.
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O desbaste deve ser realizado quando as plantas atingirem 10 cm.
Período da safra é de Agosto a Novembro e em Janeiro.
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Efeitos medicinais
Indicações:
Limpa e activa as funções do fígado e trata afecções da vesícula
biliar, activando a função biliar , quando a secreção da bílis se
mostra escassa. Protege o estômago e os rins. Estimula o baço. Útil em
gastroenterites, dispepsia e diabetes.Trata problemas de visão em
geral, fortalece os ossos, dentes e cabelos. O chá feito com uma raíz
de chicória é conhecido por ser diurético e bebido meia hora antes das
refeições combate a falta de apetite. Actua como laxante contra a
preguiça funcional dos intestinos. Também um bom remédio em inflamações
da cavidade abdominal e apêndice.
Modos de usar:
◆ Anemia.
Somente a anemia provocada por carências alimentares pode ser
parcialmente compensada por plantas. Ingerir por dia: 100g de suco de
almeirão, 100g de beterraba-vermelha ralada ou 50g de suco da mesma,
150g de cenoura ou 100g do seu suco e 200g de suco de couve-rouxa ou
verde temperado com sumo de limão. Tomar 1 colher de sopa 20 minutos
antes de cada refeição.
◆Apetite. Para aumentar o apetite: infusão com 20g de folhas secas de almeirão para 1l de água fervente; 2 chávenas por dia.
◆Cura da Primavera.
São curas revigorantes cujo fim é desintoxicar o organismo, forçando-o
a eleminar as suas toxinas. Duram 3 semanas, em doses de 4 a 6 chávenas
grandes de preparação por dia, das quais uma em jejum e uma ao deitar.
Infusão composta de borragem (Borrago officinalis L.. Partes
utilizadas: flores e suco das folhas e dos caules - Junho-Agosto),
almeirão, fumária (Fumaria officinalis L.-erva moleirinha. Partes
utilizadas: planta florida, excepto a raíz -Maio-Setembro; secagem em
camadas ou ramos.) e taráxaco (Taraxacum officinale- dente-de-leão),
20g de cada planta para 1 l de água fervente; infundir 10 minutos.
◆Diabetes. Uso
Interno. Para substituir o pequeno-almoço: infusão de almeirão, 40g de
raízes secas e torradas para 1l de água fervente ou decocção de
almeirão, 20g de raízes secas para 1l de água; ferver 5 minutos;
infundir 10 minutos.
◆Fígado.
Há muitas plantas benéficas para o Fígado. Quase todas são conhecidas e
não necessitam de qualquer preparação especial, pois são geralmente
consumidas cruas ou cozidas: o almeirão, o agrião, a beringela, a
couve, o espargo, o feijão-verde.
◆Icterícia. Decocção de almeirão, 30g de raízes para 1 litro de água, ferver 2 minutos, infundir 2 minutos e coar.
◆Obstipação. Saladas de almeirão.
COREMA ALBUM
Camarinha
"Enorme controle da transpiração"
Família: Empetraceae
Habitat e identificação: Península Ibérica, Açores, naturalizada na França, areias do litoral e lugares arenosos não longe da costa.
Pequeno arbusto, com ramos levantados, que libertam um cheiro adocicado.
Folhas rígidas, coriáceas, com a margem enrolada.
Flores terminais, pétalas rosadas, irregularmente franjeadas na margem (Fevereiro a Junho).
Fruto globoso branco ou vermelho.
http://www.horta.uac.pt
A camarinha (Corema album) ou camarinheira é um arbusto da família das
Empetraceae, é endémico em Portugal. Frequente em sistemas dunares ou
em matas baixas dos pinheirais. Produz um fruto comestível e a sua rama
liberta um cheiro semelhante ao mel. É outro arbusto que poderia ser
adaptado como ornamental, mas muito pouco visto sem ser no seu estado
natural. Existe uma cantiga popular antiga que lhe faz honra, e fiquei
com interesse em saber se o Senhor da Pedra existe, e se existe se
ainda existem por lá camarinhas. Fostes ao Senhor da Pedra Minha rica
Mariquinhas... Nem por isso me trouxestes Um ramo de camarinhas. Hei-de
ir ao Senhor da Pedra Para colher as camarinhas... Mas, meu amor, é de
lá Já mas tinha apanhadinhas. Fui ao mar às camarinhas E cacei um
camarão... (coro) Ai sim, camarinha, ai sim! Ai sim, camarinha, ai não!
Ai sim, camarinha, ai sim! Camarinha, ai sim! Camarinha, ai não
Curiosidades
Arbusto pouco usado como ornamental.
Lombo de Porco ou de Vaca com Geleia de Camarinhas
FIGUEIRA DA FOZ
fonte: Câmara Municipal da Figueira da Foz
Ingredientes:
-
1 kg de lombo ;
-
3 tomates médios ;
-
2 ou 3 dentes de alho ;
-
1 folha de louro ;
-
toucinho - q.b. ;
-
chouriço - q.b. ;
-
100 g de margarina ou de banha caseira ;
-
azeite - q.b. ;
-
vinho branco - q.b. ;
-
água - q.b. ;
-
1 piripiri ;
-
meio pimento ás tiras ;
-
6 cebolas médias ;
-
250 g de cenouras ;
-
sal - a gosto
Confecção:
Limpe
a carne de veios e nervos, e lave-a muito bem. Faça nela incisões,
introduzindo em cada uma rodelas de alho, de chouriço e de toucinho aos
pedaços. Numa assadeira (de preferência de barro) disponha uma camada
de rodelas de cebola e, logo a seguir, junte a carne, regada de água e
vinho branco (na proporção de 3 para 1), azeite e margarina ou banha,
louro, piripiri, pimento em tiras, cenouras lavadas, descascadas e
cortadas em quartos, no sentido do comprimento. Acrescente o resto das
cebolas (cortadas em rodelas), os tomates limpos de grainhas, mais
pedaços de toucinho e rodelas de chouriço. Leve ao forno, já levemente
aquecido, aumente o calor para um pouco mais de médio e deixe assar,
regando a carne, de vez em quando, com o próprio molho. Quando começar
a ganhar cor, volte a carne e rectifique o tempero de sal, se
necessário.
Só retire do lume quando estiver bem assado.
Observação: Se a carne for de porco, não use tanta gordura.
Modo de preparar a geleia de camarinhas:
Passam-se
as camarinhas (maduras), por muitas águas, até retirar todas as
impurezas. Cozem-se em pouco água. Depois de bem cozidas, passam-se
pelo coador de rede, esmagando-as com uma colher ou pilão de madeira.
Pesada a quantidade de líquido obtido, junta-se-lhe um peso levemente
inferior de açúcar e mistura-se muito bem. Vai ao lume para apurar e
serve-se frio.
Cantiga popular
http://www.horta.uac.pt
"Fostes
ao Senhor da Pedra Minha rica Mariquinhas... Nem por isso me trouxestes
Um ramo de camarinhas. Hei-de ir ao Senhor da Pedra Para colher as
camarinhas... Mas, meu amor, é de lá Já mas tinha apanhadinhas. Fui ao
mar às camarinhas E cacei um camarão... (coro) Ai sim, camarinha, ai
sim! Ai sim, camarinha, ai não! Ai sim, camarinha, ai sim! Camarinha,
ai sim! Camarinha, ai não".

Pirliteiro
A Árvore do Coração
Família: Rosaceae (Rosáceas); outros membros incluem a rosa, o pêssego, a amêndoa, a maçã e o morango.
O
Pilriteiro é uma bela árvore de médio porte que chega aos 4 metros de
altura. Símbolo de delicada e viçosa beleza, foi sempre celebrada por
poetas e romancistas sob os mais diversos nomes, apesar de ter ramos
espinhosos e da sua madeira ser dura como ferro. A casca jovem é
cinzenta-clara, lisa, mais tarde castanha, fendida. Tem folha caduca,
flores brancas ou rosadas e os frutos são bagas vermelhas comestíveis,
de sabor agridoce e textura farinhenta.
Pode atingir uma idade avançada e chegar aos 500 anos.
Histórias
O seu nome científico vem do grego Kratos, que significa força, devido à extrema dureza da sua madeira.
Em Inglaterra é conhecido como May Tree ou May Flower pois a sua
floração dá-se no mês de Maio (em Portugal floresce em Março ou Abril,
nos anos mais quentes), ou vulgarmente, hawthorn.
Na américa as crianças na escola primária aprendem que o primeiro barco que levou os ingleses ao país se chamava Mayflower.
No entanto, quase nenhum deles sabe que o nome do barco é referente ao
Pirliteiro. May flower é sinónimo de hawthorn, a palavra inglesa vulgar
para esta planta.
Associado também a lendas.
Os Gregos e os Romanos relacionavam-no com gravidez, casamento e
fertilidade. Na Grécia as damas de honor e a noiva levavam ramos de
pirliteiro. Os Romanos, tinham por hábito, pendurar um ramo de
Pirliteiro por cima do berço dos recém-nascidos, para os proteger de
maus espíritos e na Idade Média penduravam os seus ramos nas portas
das casas para afastar as más energias.
Com o cristianismo esta planta transformou-se em símbolo de pouca
sorte: os espinhos da Coroa de Cristo parecem ser de ramos de
Pirliteiro. Também outrora se cortava da sua madeira os cepos dos
suplícios.
A partir do século XVII perdeu a sua má fama e começou a ser usada para fins medicinais.
Hoje
em dia fazem-se sebes de pirliteiros alinahdos e dobrados enquanto
jovens que servem de habitat para a vida selvagem e produzem mais
flores e frutos que as sebes podadas.
Efeitos medicinais
As
bagas eram já alimento para os homens da Pré-História, como comprovam
os vestígios de caroços encontrados em ruínas das cidades lacustres. Os
frutos vermelhos do Pirliteiro são conhecidos desde há muito pelas suas
propriedades diuréticas e adstringentes e no século XIX foi posta em
evidência, por um médico Irlandês, a sua poderosa acção cardiovascular.
Partes utilizadas:
Tanto as folhas, como as flores em botão, os pequenos frutos vermelhos
(fins de Setembro) e a casca dos ramos jovens apresentam propriedades
medicinais.
Componentes: pigmentos flavónicos, flavenóides (rutina e quercitina), derivados terpénicos, histamina, taninos, vitamina C.
Propriedades químicas e terapêuticas:
É conhecida como a "Árvore do Coração" porque tem a fabulosa acção de
normalizar o batimento cardíaco e regular a tensão arterial agindo de
forma eficaz e não agressiva.
As bagas são fortemente antioxidantes, protegendo os tecidos do Coração.
O Pirliteiro trata problemas cardíacos e de circulação sanguínea porque
o alto teor em bioflavenóides permite relaxar e dilatar as artérias,
sobretudo as coronárias e as periféricas. Aumenta portanto a irrigação
sanguínea ao músculo cardíaco e atenua os sintomas de angina de peito.
Também pode aumentar a força de bombeamento do coração e eliminar
alguns tipos de problemas relacionados com o ritmo cardíaco
(arritmias). Os bioflavenóides também são antioxidantes, o que evita e
reduz a degeneração dos vasos sanguíneos. Certas evidências sugerem
também que o piliteiro pode ajudar a limitar a quantidade de colesterol
que se deposita nas paredes das artérias.
Hoje em dia usa-se em muitas zonas da Europa para tratar a
cardiomiopatia. Nos Estados Unidos, onde a principal causa de morte são
as doenças cardíacas, o pirliteiro tem sido praticamente ignorado.
Até Varro Tyler, Ph.D., bastante conservador nas suas avaliações dos
potenciais medicinais das ervas, diz que o pirliteiro é "valioso...um
tónico cardíaco relativamente inócuo que...dá bons resultados".
Embora o pirliteiro se considere seguro e possa ser eficaz no
tratamento de angina de peito, insuficiência cardíaca congestiva e
arritmias cardíacas, estas doenças são potencialmente mortais, por
isso requerem atenção médica. Use apenas o pirliteiro como parte do
plano geral do tratamento e não se esqueça que ele exerce um efeito
contínuo mas a longo prazo.
Modos de usar
◆Os
médicos alemães receitam uma colherinha de tintura de pirliteiro ao
despertar e antes de ir para a cama durante várias semanas.Para diluir
o seu sabor amargo, misture-o com açucar, mel ou limão e misture-o numa
bebida à base de ervas.
◆Os
herbolários recomendam usar 2 colheres de folhas ou frutos triturados
por cada chávena de água a ferver.Deixar em infusão durante 20
minutos.2 chávenas por dia, durante 1 a 2 meses, protege o coração, melhora a circulação, combate a arteriosclerose.
◆O chá feito das folhas em forma de gargarejo alívia dores de garganta. Combinado com gingko biloba, melhora a memória, problemas de insónia de origem nervosa.
Outras prescrições:
◆Acufenos: infusão de 50g de flores secas para 1 litro de água fervente, infudir 10minutos; 2 chávenas por dia.
◆Inflamação da garganta:
gargarejos. Preparar 1 litro de liquído por dia, filtrar
cuidadosamente, adoçar com mel. Infusão de 30g de flores. Infundir 10
minutos.
◆Angústia: infusão de
50g de flores para 1litro de água fervente; adicionar 1 ameixa seca e
deixar infudir 15 minutos; 3 chávenas por dia, das quais 1 ao deitar,
durante 1 mês.
◆Arteriosclerose: infusão de 50g de flores secas para 1 litro de água fervente; 3 chávenas por dia.
◆Banho sedativo:
Fazer primeiro uma infusão de folhas de melissa (Melissa officinalis
L.- erva cidreira), malva (Malva silvestris L. - malva silvestre),
flores de marmeleiro, folhas de matricária (Chrysanthemum parthenium
Bernh. - artemísia dos ervanários), folhas de nogueira, satureja em
flor, flores de tília (Tilia cordata officinalis L. - valeriana
-silvestre ou erva -dos-gatos), da planta inteira de valeriana e flores
de pirliteiro em 3 ou 4 litros de água. Passar por uma peneira e
adicionar ao banho, no momento de utilização. Para o banho de um adulto
são necessárias 500g de plantas. Na água quente do banho as plantas
desenvolvem as suas propriedades por difusão e dissolução das suas
substãncias activas. Deste modo deve vigiar-se a pessoa que toma banho.
Os banhos muito quentes são fatigantes. Não devem ultrapassar os 20
minutos.
◆Acalmar os nervos:
tisana sedativa com infusão de 10g de flores secas para 1 litro de água
fervente; infudir 10 minutos.Tomar 3 chávenas por dia durante 3 semanas.
◆Coração (as
doenças do coração são inúmeras e provocadas por diversas causas,
exigindo um diagnóstico preciso de um médico. As plantas podem aliviar
o coração de diversos modos, mas não substituem uma consulta): infusão de 15g de flores secas para 1 litro de água fervente. Infudir 10 minutos. 2 chávenas por dia durante 20 dias.
◆Diarreia (sintoma de numerosas afecções por vezes grave; quando se prolonga anormalmente é indispensável consultar o seu médico):infusão de frutos maduros secos para 1 litro de água fervente.
◆Espasmos (contracção involuntária, que pode situar-se também ao nível das vísceras):tintura alcoólica macerando durante 15 dias, 20g de frutos e de flores em 100g de álcool a 70º e filtrar; 20 gotas ao deitar.
◆Hipertensão arterial (é necessário um diagnóstico etiológico preciso.Consulte o seu médico!): infusão de 50g de flores para 1 litro de água fervente, 3 semanas por mês.
◆Litíase renal: ferver 5 minutos 15 g de bagas secas para 1 litro de água, infundir 10 minutos.
◆Obesidade: conjuntamente com um regime de emagrecimento beber infusão
de 15g de flores de pirliteiro para 1litro de água fervente; infudir 10
minutos. Beber 3 chávenas por dia durante a dieta estabelicida. O
pirliteiro tem uma acção calmante.
◆Palpitações
(só muito raramente são indicativas de doença cardíaca, são normalmente
devidas a ansiedade. Neste caso as plantas mais úteis são as sedativas): infusão de 20g de flores para 1 litro de água fervente, infundir 5 minutos, para acalmar a crise. Beber 1 chávena.
◆Sono (as plantas podem devolver a calma indispensável para um sono reparador): tomar 1 chávena ao deitar de infusão de 30g de flores para 1 litro de água fervente; infundir 10 minutos.
uReceita
de Ketchup de bagas de pirliteiro: 750g de bagas maduras; 2 chávenas
(450ml) de vinagre de sidra; 1/2 chávena (125g) de açucar; 1 colher de
chá (5 ml) de sal; 2 colheres de chá (10 ml) de pimenta-da-jamaica.
Coza as bagas no vinagre durante 20 minutos, até amolecerem. Passe a
polpa através de um crivo com uma colher, para eleminar os caroços.
Volte a colocar na panela, junte os outros ingredientes e aqueça
durante mais 10 minutos. Conserve em frascos esterilizados e fechados.
uAs bagas podem ser adicionadas à geleia de maçã brava e servem também para fazer vinho.
Segurança
Grandes quantidades podem causar sedação, diminuição significativa da tensão arterial, o que pode causar desmaios.
Apenas pessoas com diagnóstico de angina de peito, arritmias cardíacas
ou insuficiência cardíaca congestiva devem usar este estimulante
cardíaco e sempre sobre vigilância médica.
Não usar durante a gravidez, período de amamentação ou em crianças.
Funcho
Filho do Sol, divinal auxiliar digestivo
Família: Umbelliferae; outros membros incluem a cenoura e a salsa.
Habitat: Nativo
da bacia do Mediterrâneo; em Portugal cresce especialmente em regiões
do norte e do centro. O Funcho expandiu-se com o decorrer dos séculos
para oeste. Encontra-se em terrenos baldios, colinas secas, bermas dos
caminhos e próximo de povoações.
Descrição:
É uma grande umbelífera elegante e vivaz que pode atingir 2m de altura
(em geral com menos de 80 centímetros). Caule erecto, finamente
canelado, ramoso, verde com estrias azuis, brilhante, compacto,
apresentando folhas alternas recortadas em segmentos filiformes, com
baínha muito comprida e limbo curto, de cor verde-azulado-escuras,
também brilhantes e muito flexíveis, mas que, quando expostas à secura,
endurecem exteriormente para evitar a perda de água. No cimo deste
caule ramificado aparecem umbelas compostas, formadas de diminutas
flores de 2 a 5 mm de diâmetro, cor amarelo a amarelo-esverdeadas
(Junho-Agosto). Os frutos são sementes secas, fortemente aromáticas,
ovóides, de 4 a 9 mm de comprimento e 2 a 4 mm de largura, achatadas e
com saliências longitudinais, simétricas em ambos os lados, cor
cinzento-escuro.
A raíz é rizomatosa, esbranquiçada e muito suculenta, armazenando grande quantidade de água.
Existem diversas variedades espontâneas de funcho com frutos
ligeiramente doces, apimentados ou amargos, e uma variedade cultivada
muito doce, da qual é comestível a base carnuda das folhas.
O perfume aromático e o sabor picante da planta devem-se a uma essência
rica em anetol, substância estimulante e digestiva, existente sobretudo
nas sementes.
Partes utilizadas: Folhas frescas, raíz (fim do primeiro ano); frutos (sementes em Setembro e Outubro).
Componentes:
contém até 6% de um óleo essencial cujos principais componentes são o
anetol e a fenchona, possuindo também albuminas, açucares e mucilagem,
flavenóides incluindo rutina, esteróis, sais minerais, provitamina A,
vitaminas B e C.
Propriedades:
espasmolítico, aperitivo, carminativo, emenagogo, expectorante,
galactogénico, tónico, anti-séptico, vulnerário, aromático, purificante.
Espécies associadas:
dado a presença de óleos essenciais, a planta é muito resistente ao
ataque de insectos e herbívoros. É no entanto, hospedeira de alguns
lepidópteros especificamente adaptados ás suas características
bioquímicas, incluindo formas larvais da Amphipyra tragopogonis e da
Papilo zelicaon, que apenas se alimentam de umbelíferas.
Dado o seu cheiro a anis, a planta é muitas vezes confundida com a
Pimpinella anisum (o anis), uma espécie aparentada, mas muito diferente.
Notas Históricas
A sua denominação provém do termo latim foenum (feno) devido à sua fragrância.
Pelas
suas características aromáticas e pelos usos medicinais do anetol, a
seu uso remonta à Antiguidade, sendo já cultivado no Antigo Egipto.
Na Grécia Antiga era designado por "marathon",
que significa "emagrecer", em alusão ao seu uso durante os jejuns e
está na origem do nome Maratona, o local da mítica batalha de Maratona,
travada em 490 a.C. entre gregos e persas, que se travou num campo de
funcho.. Era pois considerado o símbolo da vitória.
A
mitologia grega diz que Prometeu usou um talo de funcho -era com mais
exactidão a espécie Ferula communis, conhecida como
"funcho gigante"- para roubar o fogo dos deuses.
Os romanos adornavam-se com grinaldas de funcho, dado que também lhe eram atribuídas propriedades afrodisíacas.
As senhoras apreciavam comê-lo para combater a obesidade e os homens acreditavam que lhes dava força e ferocidade.
Também era usado para adornar a tocha olímpica da maratona com os seus caules.
Nos textos de medicina antiga é citado como curativo.
Os puritanos da Nova Inglaterra chamaram ao funcho "sementes de
reunião". As reuniões eram os seus intermináveis serviços
eclesiásticos. Algumas fontes
dizem que os puritanos o usavam para suprimir o apetite. Outros dizem
que muitos puritanos se fortificavam com whisky para poder aguentar os
serviços e depois mastigavam sementes de funcho para ocultar o cheiro.
Os puritanos também o utilizaram como auxiliar digestivo, o uso
principal da cura com ervas desde o tempo dos faraós até aos nossos
dias.
Diz a tradição que as cabras comem funcho para aclarar a vista...
Aliás, um herbário galês do século XII recomenda o funcho para todas as
doenças dos olhos e como purgante. Culpeper (1652) escreve: "A semente
cozida em vinho e bebida é boa para mordidas de serpente ou para
intoxicações por ervas venenosas ou cogumelos".
Uma
variedade de funcho, originária da Macaronésia e designada por F.
vulgare azoricum, caracterizada por caules mais suculentos e doces e
menor concentração de óleos essenciais, o que o torna mais facilmente
comestível em fresco, é hoje comercializada com a designação de
Florence. Esta forma de planta é espontânea nos Açores e na Madeira. A
sua abundância está na origem do nome da cidade do funchal, a actual
capital Madeirense.
Utilização e poderes curativos
Toda a planta, da semente à raíz é comestível, especialmente os bolbos
radiculares que são muito suculentos, tanto crus como cozinhados. As
folhas em particular são utilizadas como condimento culinário.
Tem um
intenso aroma que faz lembrar o anis, por isso combina bem com natas,
serve para aromatizar castanhas e azeitonas e é excelente para rechear
a barriga de um peixe. Aliás os molhos de funcho são excelentes para
ajudar na digestão de peixe e um raminho fresco é sempre um bonito
ornamento. Empregue como condimento popular em confeitaria, flans e
pudins.
As hastes das plantas jovens picadas finamente
são saborosas em saladas, batatas, pratos de arroz e em molhos de ervas
para pastas.
Na ilha da Madeira existem os tradicionais e deliciosos rebuçados de
funcho e um dos pratos típicos dos açores é uma sopa de feijão e inhame
cm folhas e caules tenros de funcho.
Na Índia e China as sementes moídas são utilizadas para a produção de
condimentos e especiarias, recebendo a designação de saunf ou moti saunf.
Os rebentos recentes empregam-se muito na Europa meridional como
verdura. Trata-se, quase sempre, não do funcho de especiaria
(Foeniculum vulgare ou officinale), mas sim do chamado funcho
comestível ou doce ( Foeniculum dulce).
As sementes secas são utilizadas em chás e tisanas e como aromantizante
em licores (como o anis) e bebidas alcoólicas destiladas.
Em concentrações elevadas os óleos essenciais do funcho apresentam
actividade inseticida, afugentando insectos incómodos. Era comum usar
as sementes moídas em estábulos e canis como um remédio contra as
pulgas.
O óleo essencial do funcho doce (var.dulce) é o preferido na aromoterapia.
Uma diluição de 1% em óleo base é usada para massajar abdómens inchados.
Também é utilizado em cosmética e em perfumaria os óleos essenciais do
funcho são utilizados para perfumar pastas dentríficas, champôs e
sabonetes.
A ciência concorda aliás com alguns dos seus usos tradicionais:
- Auxiliar digestivo. As sementes do funcho têm o efeito de relaxar a
suave cobertura muscular do aparelho digestivo (o que faz dele um
antiespasmódico). Além disso ajuda a expulsar os gases intestinais
(efeito carminativo).
Uma investigação europeia mostra que destrói algumas bactérias, o que
assenta o seu uso tradicional com tisanas à base de funcho no
tratamento da diarreia.
Na Alemanha, onde a cura pelas ervas é uma corrente muito mais
importante que nos Estados Unidos, o funcho usa-se como o anis e a
alcarvia contra a indigestão e dor devido aos gases e cólicas infantis
(efeito analgésico). Também em Portugal, o chá de semente de funcho é
muito dado pelas mães aos filhos, já que é conhecido por reduzir os
gases intestinais em crianças lactentes e na primeira infância.
-Saúde feminina. Os antiespasmódicos acalmam o aparelho digestivo e
também outros músculos suaves, como o útero. No entanto, o funcho
usou-se tradicionalmente não para relaxar o útero, mas sim para induzir
a menstruação. É possível que doses elevadas de funcho induzam
suficientemente a menstruação.
Um estudo sugere que a erva tem um efeito estrogénico, o que significa
que actua como estrogénico, a hormona sexual feminina. Esta acção
talvez tenha algo a ver com o seu uso tradicional como indutor do leite
e da menstruação.
as mulheres podem prová-lo para que estimule os seus períodos ou
incremente a produção de leite. Mulheres em idade madura podem usar o
funcho para aliviar as moléstias da menopausa.
-Cancro da próstata. As hormonas sexuais femininas ferquentemente são
receitadas para o cancro da próstata. Qualquer forma de cancro requer
atenção profissional. experimente o funcho como complemento da sua
terapia normal e apenas sob vigilância do seu médico.
-As tisanas à base de funcho também são recomendadas contra doenças do
aparelho urinário e no tratamento complementar da diabetes.
- A essência de funcho serve para fabricar uma água de funcho (Aqua
foeniculi) usada em gargarejos e para lavagens oculares.
- O funcho é também proveitoso no catarro bronquial e tosse renitente.
O efeito é determinado pelo óleo essencial, sobretudo pelo anetol que
constitui um bom meio de expectoração. Acelera a actividade dos
epitélios vibráteis das vias respiratórias.
- Só o efeito do emprego popular de cozimentos de funcho nas
inflamações das pálpebras não está cientificamente comprovado.
Como usá-lo
Como auxiliar digestivo, mastigue uma mão cheia de sementes ou experimente uma infusão ou tintura.
Use também infusão ou tintura, para induzir a menstruação ou (sob vigilância médica) como possível ajuda no tratamento do cancro da próstata.
-O funcho é o melhor chá para mães a amamentar porque ajuda a ter leite e alivia as cólicas do bébé.
A crianças menores de dois anos pode dar-se (com cuidado), um ligeiro preparado de funcho para as cólicas.
Dê 1 a 3 colheres de chá (5-15ml) do chá, consoante a necessidade. O
chá pode ser feito de folhas frescas ou secas ou de sementes,
esmagando-as e usando metade de uma colher de chá por chávena de água a
ferver. Se persistir o problema, consulte o pediatra.
Para crianças maiores e pessoas com mais de 65 anos de idade,
recomenda-se começar com preparações ligeiras e fazê-las mais fortes se
for necessário.
-No emprego como infusão para flatulências,
misturam-se 25g de funcho, 25g de anis, 25g de coentros e 25g de
cominhos; prepara-se uma infusão com uma colher desta mistura e bebe-se
uma ou duas chávenas por dia.
-Meteorismo
(distensão do abdómen devida à acumulação de gases nos intestinos).
Beber uma chávena após as refeições. Infusão de sementes ou de frutos
de cada planta ou de 30g da sua mistura, consoante o gosto: anis,
cenoura, coentros, cominhos, aipo, alcarvia, endro, funcho.
- Diarreia.
Dose para 1 dia: Decocção de funcho, 20g de raízes secas para um litro
de água ferver 15 minutos, infundir 3 minutos; beber muito quente.
-No emprego como infusão expectorante,
misturam-se para maior eficácia 25g de funcho, 25g de liquén e 25 g de
malvaísco. Deitar uma colher desta mistura sobre um litro de água
fervente. Deixar repousar 15 minutos. Beber 2 a 3 chávenas por dia.
- Aerofagia
(deglutição de ar que se acumula no estômago). Infusão de sementes,
deixar em infusão 10 minutos em 1 litro de água fervente, acrescentar 1
pitada de canela e beber quente antes ou depois das principais
refeições: 10g de alcarvia, 15g de angélica, 15g de anis, 40g de endro,
30g de funcho.
-Bronquite
(inflamação aguda ou crónica da mucosa brônquica). Infusão de funcho,
50g de sementes para 1 litro de água fervente, infundir 5 minutos.
-Rouquidão.
USO INTERNO. Infusão de funcho, 5g de sementes numa chávena de leite
fervente; infudir 10 minutos e adoçar com mel; beber muito quente.
-Tosse. Infusão de 15g de funcho para 1 litro de água fervente. Infundir 10 minutos.
- Abcesso
(acumulação de pus numa parte do corpo, frequentemente acompanhada de
fenómenos inflamatórios). USO EXTERNO para amadurecer o abcesso e
acalmar a dor. Preparado mantido por meio de um penso e renovado de 2
em 2 ou de 3 em 3 horas. Cataplasma de plantas cozidas em água e
pisadas: de folhas de acelga, de azedas, de bolbo de cebola, de
cuscuta, de funcho, de lentilhas, de caule de ruibarbo.
-Lactação.
Para aumentar a secreção láctea (plantas galactagogas): infusão de 30g
de sementes de funcho para 1 litro de água fervente; tapar e infundir
10 minutos. 4 chávenas por dia entre as refeições.
-Fadiga. Vinho de funcho, macerar durante 2 semanas em 1 l de bom vinho tinto, 30g de sementes e coar; beber 2 copos pequenos por dia.
-Frigidez e impotência.
Vinho de funcho, macerar durante 3 semanas 100g de sementes em 1 l de
vinho do Porto, mexer todos os dias e filtrar; um copo pequeno antes ou
depois do jantar.
-Olhos. Loção para olhos irritados e fatigados.
Lavar os olhos e depois conservar sobre cada um durante 15 minutos uma
compressa impregnada: infusão de funcho, 10g de sementes numa tigela de
água fervente, infundir 10 minutos.
A segurança acima de tudo
Como
o funcho tem um ligeiro efeito estrogénico, ingrediente chave das
pílulas anticoncepcionais, tem muitos efeitos no organismo. Por isso as
mulheres a quem os médicos advertiram para não tomar pílulas
anticoncepcionais não devem usar quantidades medicinais de funcho, como
também não o deve fazer quem tiver um historial de coagulação sanguínea
anormal ou tumores dos seios dependentes do estrogénio. As mulheres
grávidas não devem usar quantidades medicinais de funcho.
As sementes de funcho são seguras, mas óleo pode causar prurido na pele
a pessoas sensíveis. Se o tomar pode causar náuseas, vómitos e
possivelmente convulsões. Nunca o ingira!
Um
estudo sugere também que o funcho tem efeitos curiosos sobre o fígado.
Em animais de experimentação, a erva piora o mal hepático, mas ao mesmo
tempo, estimula a regeneração do fígado em animais aos quais este foi
extraído em parte. Até que se conheçam bem os seus efeitos sobre o
fígado, as pessoas com um historial de alcoolismo, hepatite ou doenças
hepáticas devem estar precavidas e não tomarem quantidades medicinais
desta erva.
O funcho está
incluído na lista de ervas seguras da Direcção de Alimentação e
Fármacos dos estados Unidos (FDA, em inglês). Para pessoas sãs, que não
etejam grávidas nem a amamentar, considera-se seguro se ingerido nas
quantidade recomendadas.
Deve usar-se em quantidades medicinais sob vigilância médica.
Se causar moléstias menores como mal-estar estomacal ou diarreia, reduza a sua ingestão ou deixe de o usar.
Asmáticos com forte tendência alérgica devem evitar usá-lo.
No seu jardim
Variedades de funcho: "Hâtif de Genéve", "D`été", "Doce de Florença", "Latina", "Géant Mammouth perfection".
Esta planta é cultivada pelo bolbo carnudo, constituído pelo
espessamento da base dos pecíolos das folhas. É um legume refrescante,
de gosto delicado que pode ser consumido cozinhado ou cru.
Multiplicação e Sementeira
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Cuidados
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Luz e temperatura
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Solos
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Rega
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Adubação
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Floração
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Pragas e doenças
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Colheita
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O funcho propaga-se por semente.
Sendo muito sensível durante a germinação, não deve ser semeado antes
da data recomendada pelo viveirista, entre o início de Março e o fim de
Maio, consoante as variedades.
Semeie os sulcos pouco profundos, espaçados 45-50cm e previamente
regados. A germinação será rápida se as sementes estiverem pouco
enterradas em solo húmido.
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Convém desbastar, deixando 15-20cm entre cada planta em cada fila.
sache periodicamente e regue de forma a manter constante a humidade do solo.
Recomenda-se que se aproveite uma última sacha para chegar mais terra
aos bolbos prestes a atingir a maturação. Consegue-se assim melhor a
qualidade dos bolbos.
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Sol.
O funcho não tolera geadas e está mais adaptado ao calor. De difícil
conservação após a colheita. Quando ainda se encontra na terra, é
possível proteger o funcho dos primeiros frios, cobrindo a cultura com
uma boa camada de folhas ou de palha. Passado este período frio é ainda
possível efectuar colheita.
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Frescos e fortemente estrumados com matéria orgânica, com boa drenagem. É tolerante á salinidade e à acidez.
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Particularmente importante na fase de formação do bolbo, para evitar a floração precoce.
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Adubar com adubo orgânico
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Verão
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Esta
planta é pouco atacada por parasitas. no entanto há que ter atenção as
psilas, pois atacam as primeiras folhas após a germinação.
Como estas folhas são vitais para as plantas devem ser tratadas, em
caso de necessidade com um produto à base de rotenona ou piretrinas.
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Colher os frutos em Setembro, Outubro.
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HIPERICUM PERFORATUM
Hipericão
Um anti-depressivo natural
Família: Hypericaceae (Hipericáceas); outros membros incluem a rosa-da-síria.
Habitat:
Europa, Ásia, norte de África e aclimatada nos Estados Unidos e Canadá;
terrenos incultos, bosques pouco densos, clareiras, solos secos e
ensolarados de encostas, muros velhos, bermas da estrada, prados;
presente em todo o País; até 1600m. Embora tolere uma grande variedade
de condições, prefere solos alcalinos.
O Hipericão-do-Gerês, ou androsemo, é obtido de uma outra espécie,
Hypericum androsaemum L., que pode ser encontrado nos locais húmidos e
sombrios e margens dos rios do Minho, Beiras e Estremaduar (Sintra).
Identificação:
pequena planta de porte erecto atinge entre 0,30 a 0,80 cm de altura.
Vivaz, perene, caule avermelhado, sub-roliço, com duas linhas
longitudinais salientes, abundantemente ramificas; folhas opostas,
sésseis, cobertas de glândulas translúcidas que podem ser observadas
colocando-se a folha contra a luz; flores numerosas, persistentes, de
coloração amarelo intenso (Junho a Setembro), grandes, 5 pétalas
assimétricas, com pontuações negras ao longo da margem das flores que
contêm elevadas concentrações do pigmento vermelho hipericina, estames
em três feixes, cápsula ovóide, estriada e com vesículas. As flores
amarelas que cheiram a limão, brotam em meados do Verão.
O hipericão cresce em maciços e a densidade da sua floração é tão
intensa que, nas grandes extensões de terreno que ocupa, faz surgir
enormes manchas amarelo-douradas e avermelhadas. Na realidade, as
flores estão abertas apenas um dia e murcham no dia seguinte,
adquirindo as pétalas sem viço, a cor de ferrugem.
Quando
as folhas são apertadas, o óleo vaza das glândulas, deixando nódoas
semelhantes a ferrugem nos dedos de quem as colhe. Toda a planta exala
um cheiro semelhante a terebintina.
Partes utilizadas: folhas, sumidades floridas (na altura da floração máxima).
Componentes: óleo essencial, hipericina, resina, tanino, vitamina C, pectina, ácidos e substâncias minerais, colina.
Propriedades:
anti-depressivo, tónico restaurador do sistema nervoso, adstingente,
anti-séptico, analgésico, anti-inflamatório, cicatrizante, diurético,
sedativo, vermífugo.
Origem dos nomes vulgares, lendas e histórias
As
inflorescências abundantes de cor amarelo-dourado, desabrocham em pleno
Verão mais concretamente por volta do dia 24 de Junho, a data em que
São João Batista foi decapitado, por isso é chamado erva-de-São-João.
Consta que as flores colhidas antes do nascer do sol do dia de S. João
são mais poderosas e eficazes, sobretudo como protecção contra
feitiçaria, fantasmas e espíritos malignos. Hypericum significa "ter
poder sobre aparições".
Segundo a lenda, quem pisasse hipericão a caminho da cama, seria mantido em vigília durante toda a noite pelas fadas.
Também
é denominada de Milfurada porque tem numerosas glândulas oleosas nas
folhas, translúcidas que, observadas à transparência, se assemelham a
mil pequenos oríficios, dando-lhe um aspecto perfurado.
Os
antigos alegavam que as proriedades mágicas do hipericão eram, em
parte, devidas ao pigmento vermelho- um flavenóide denominado
hipericina-que escoa como sangue das flores esmagadas.
Culpeper escreveu: "Recomenda-se uma tintura das flores em aguardente de vinho, contra a melancolia e a loucura"
Os seus poderes curativos
Há
mais de 2000 anos que o hipericão é conhecido como um remédio para
curar as feridas rapidamente, actuando em particular nas zonas mais
sensíveis (dedos, lábios, orelhas, olhos e cóccix), mas foi apenas
recentemente que cientistas reuniram provas suficientes para comprovar
a sua possível eficácia como estimulante do sistema imunológico. Agora
é reconhecido como um poderoso anti-depressivo e recomendado para
depressões ligeiras. Para além disso é ideal para combater a ansiedade
e a irritabilidade, principalmente durante a menopausa.
A
erva-de-São-João é ligeiramente sedativa. Os seus efeito
anti-inflamatórios fazem dela um bom produto para tratamento de
inflamações crónicas do estômago, do fígado, da vesícula e dos rins.
este popular anti-depressivo também tem algumas propriedades
anti-bacterianas. Alguns clínicos acreditam que esta planta actua como
tratamento anti-viral, tanto assim, que é muito utilizada no tratamento
da SIDA.
Mais especificamente o hipericão é recomendado em caso de:
● perturbações psíquicas, estados depressivos, ansiedade e tensão nervosa.
A hipericina parece interferir na actividade de uma substância química
existente no corpo conhecida como oxidase de monoamina (MAO são as
siglas em inglês), a qual faz com que seja um inibidor de MAO. Os
inibidores de MAO são uma classe importante de medicamentos
antidepressivos. Numa pequena investigação na Alemanha, 15 mulheres em
tratamento para a depressão mostraram um alívio notável depois de
tomarem o hipericão, incluindo um aumento de apetite, mais interesse
pela vida, mais auto-estima e padrões de sono bastante mais normais.
mas o Hipericão não é um antidepressivo instantâneo. De acordo com o
herbolário alemão Rudolph Fritz weiss, "o efeito não é rápido...demora
pelo menos dois ou três meses". Em conjunto com outras ervas já é
bastante usado na desabituação de antidepressivos, sobretudo Prozac.
● nevralgia periférica em diabéticos, esclerose múltipla e doença de parkinson. Auxiliar na radioterapia;
●síndroma pré-menstrual e perturbações na menopausa;
●feridas profundas ou dolorosas que podem envolver contusões e deslocamentos.
Vários estudos têm concordado com o uso de hipericão no tratamento de
feridas. A hipericina e outras substâncias químicas antibióticas do
óleo vermelho da erva podem ajudar a prevenir infecções nas feridas.
Além disso, os flavenóides da planta, que potencialmente podem
estimular o sistema imunológico, ajudam a desinflamar feridas. Um
estudo alemão demonstrou que comparado com o tratamento convencional, o
unguento (pomada) de hipericão, diminui o tempo de cura quando aplicado
sobre queimaduras e aumenta consideravelmente a cicatrização;
●inflamações do estômago, do fígado, da vesícula e dos rins;
●infecção pelo vírus da SIDA .
A descoberta médica de maior importância ocorreu em 1988, quando
investigadores da Universidade de Nova Iorque e do Instituto Weizmann
descobriram que o hipericão exerce uma "dramática" actividade contra
uma família de vírus que inclui o VIH (vírus da imunodeficiência
humana), que provoca a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (SIDA).
Desde essa altura, alguns pacientes tratados com esta erva têm mostrado
"resultados positivos". Um estudo publicado na revista Proceedings of
the National Academy of Sciences mostra que a "erva preveniu totalmente
a doença" quando se infectaram ratos com o vírus que provoca a
leucemia e depois se lhes injectou extracto de hipericão. A erva teve o
mesmo efeito quando se aplicou aos ratos oralmente. Experiências de
laboratório preliminares indicaram uma acção semelhante sobre o vírus
da SIDA. O hipericão também atravessa a barreira sangue/cérebro, o que
é importante no tratamento da SIDA, já que o vírus, em geral, ataca o
cérebro. O hipericão actua nos danos no sistema nervoso e depressão na
SIDA.
Desde o início de 1989, a publicação AIDS Treatment
News publicou investigações sobre pacientes com SIDA que utilizaram
hipericão, alguns dos quais manifestaram um reforço do sistema
imunológico, aumento de peso, apetite e mais energia.
● Uso doméstico:
existem evidências de que esta erva pode favorecer o sonho lúcido, um
tipo de sonho no qual a pessoa consegue controlar alguns aspectos do
que está a sonhar. A essência floral é usada para o medo da morte, para
sonhos assustadores e para o medo de experiências fora do corpo". Esta
planta também protege as pessoas demasiado abertas e vulneráveis,
exercendo acção curativa e harmonizadora.
Como usá-lo
◆Para preparar uma infusão antidepressiva ou para estimular o sistema imunológico,
use de uma a duas colherinhas de erva seca por chávena de água a
ferver. Deixe-a em infusão de 10 a 15 minutos. tome até três chávenas
por dia. o seu sabor ao princípio é doce, depois amargo e adstringente.
Em tintura, use de 1/4 a 1 colherinha até 3 vezes ao dia.
◆Para tratar feridas pode aplicar folhas e flores trituradas sobre a zona afectada depois de lavar com água e sabão ou usar o óleo de infusão que é a melhor preparação não só para tratar feridas, como queimaduras e úlceras e como óleo de massagem para dores de costas e nevralgias. Para
o preparar colha as sumidades floridas de preferência numa manhã seca
de Junho e pise-as num almofariz com uma pequena quantidade de óleo
vegetal. Bata para esmagar e amaciar. Coloque a mistura num frasco de
vidro claro, cubra completamente com óleo e agite bem. Deixe ao sol,
agitando de vez em quando, até que o óleo se torne vermelho escuro.
Coe, engarrafe, rotule e date. Frasco bem rolhado. Filtrar e aplicar
com uma gaze em cima da ferida. Pode em vez de usar o óleo, preferir
azeite (mais ou menos 500g de flores frescas em 1l de azeite, durante
10 dias ao sol).
◆Para tratar a SIDA,
consulte o seu médico sobre como obter o extracto estandardizado de
hipericão ou para participar na investigação clínica da subtância.
Outras aplicações:
◇Asma.
Vinho de hipericão: macerar durante 10 dias 30g de flores e folhas em 1
l de vinho barnco; 3 copos de licor por dia. Conservar o vinho em
frasco bem rolhado.
◇Banho tonificante para a pele.
Infusão de 500g flores e folhas de hipericão em 3 ou 4 litros de água,
passar pela peneira e adicionar ao banho no momento de utilização.
Banho a 32ºC ou uma temperatura um pouco mais elevada.
◇Cistite
(inflamação dolorosa da bexiga, a maioria das vezes de origem
infecciosa). Infusão com 30g de hipericão para 1l de água fervente; 1
chávena antes das refeições.
◇Entorse
(distensão violenta e dolorosa dos ligamentos, provocando uma lesão
articular mais ou menos grave). USO EXTERNO: untar muito ligeiramente o
entorse com óleo de hipericão. Cozer em lume brando, durante 3 horas,
200g de flores em 0,5l de azeite, deixar arrefecer, filtrar e conservar
num frasco bem fechado ao abrigo da luz.
◇Frigidez / Impotência. Infusão com 20g de flores para 1l de água a ferver. Infundir 5 minutos, 1 chávena depois de jantar.
◇Leucorreia
(Corrimento esbranquiçado pela vulva, benigno se for passageiro e
fraco, anormal se prolongar ou adquirir coloração mais amarelada ou
mesmo vermelha e cheiro intenso. A causa deve ser diagnosticada.
Consulte o seu médico). Infusão com 20g de flores para 1l de água a
ferver. Infundir 5 minutos. Deixar amornar e coar. Beber de manhã e à
noite uma chávena.
◇Queimadura solar.
Óleo de hipericão. Macerar em 0,3l de vinho branco e 0,6l de azeite,
300g de flores secas durante 4 dias, mexendo de vez em quando, depois
aquecer em banho-maria, deixar ferver muito lentamente e evaporar
durante 3 horas, coar espremendo e conservar em vários frascos pequenos
bem rolhados.
◇Úlcera cutânea
(perda se substância cutânea devido a uma má irrigação sanguínea,
situada por vezes na perna depois do aparecimento de uma variz -úlcera
varicosa. Infecta muitas vezes. É preciso limpá-la, secá-la e activar a
sua cicatrização). Loção para lavagem de óleo de hipericão: misturar 1l
de azeite, 0,5 l de vinho branco e 500g de flores frescas picadas de
hipericão, pôr em banho-maria e ferver até à evaporação do vinho
branco, deixar amornar e coar espremendo.
A Segurança acima de tudo
O
hipericão não deve ser administrado a crianças menores de dois anos.
Para crianças maiores ou pessoas com mais de 65 anos comece com
preparações ligeiras e torne-as mais fortes se necessário.
Apesar do hipericão ser chamado o Prozac da natureza, nunca deve ser
usado sem supervisão profissional. Está contra-indicado em depressão
grave, suicida e psicótica.
Ao combinarem-se certos medicamentos, os inibidores de MAO podem causar
um aumento perigoso da tensão arterial (uma crise de hipertensão). Os
sintomas são dor de cabeça, dor no pescoço, naúseas, vómitos e pele
húmida. Nas quantidades recomendadas, a erva não é tão forte como os
inibidores de MAO farmacêuticos. No entanto, há que usar com
precaução. Enquanto a usa, não tome anfetaminas, narcóticos, os
aminoácidos triptofano e tirosina, comprimidos para dieta, inaladores
para asma, descongestionantes nasais ou medicamentos para a gripe e
febre. Além disso não beba cerveja, vinho ou café, nem coma
chocolate ou produtos fumados ou em salmora.
Em gado alimentado com hipericão, a hipericina concentra-se perto da pele e provoca bolhas de queimaduras solares.
Os animais de laboratório injectados com doses altas de hipericina morreram quando foram expostos ao sol.
No entanto, o concenso científico mostra que, em doses recomendadas, o
hipericão provoca pouca ou quase nenhuma fotossensibilidade, mas
extractos muito fortes ou em pessoas de pele clara, que em geral são
mais sensíveis à luz do sol, pode causar uma erupção
fototrópica. Também pessoas que tomam tetraciclina ou outro medicamento
que cause fotossensibilidade devem evitar o sol.
Alguns doentes com SIDA que o tomaram informam que lhes provocou sonolência, sensibilidade ao sol, naúseas e diarreia.
Para
pessoas sãs, que não estejam grávidas nem a amamentar e que não sofram
de hipertensão, nem estejam a tomar inibidores de MAO, ou medicamentos
que actuem de forma negativa com estes, o hipericão é considerado
seguro nas quantidades tipicamente recomendadas. No entanto apenas deve
administrar-se sempre sob consentimento e vigilância médica.
Se
sentir dor de cabeça, entumescimento do pescoço ou náuseas, use menos
ou deixe de o usar. Se os sintomas persistirem, consulte rapidamente o
seu médico.
ROSMARINUS OFFICINALIS
Alecrim
Símbolo da imortalidade e da fecundidade
Família: Lamiaceae, outros membros incluem as mentas.
Habitat e identificação:
O alecrim é um arbusto silvestre muito ramificado e aromático, que
floresce quase todo o ano, comum na Europa, litoral mediterrânico e
charnecas e pinhais do Centro e Sul de Portugal, preferindo solos
cálcarios, terrenos secos e locais soalheiros e habitando até os 1500m
de altitude.
Pode crescer entre os 0,50 a 2m de altura,
os seus caules são lenhosos e folhosos; folhas pequenas e estreitas com
bordos enrolados e persistentes, opostas, lanceoladas tendo a parte
inferior das folhas uma cor verde-acinzentada e a superior uma cor
quase prateada; flores azul claras e esbranquiçadas que florescem todo
o ano.
Partes utilizadas: folhas e flores.
Composição química: óleo volátil, incluindo cânfora, resinas, princípios amargos, ácido rosmarínico e flavenóides.
Propriedades: anti-espasmódico, anti-séptico, colagogo, diurético, estimulante, estomáquico, tónico, vulnerário.
Curiosidades: O alecrim tem cheiro a incenso e cânfora, agradável e forte. Devido a este aroma os romanos designavam-no como rosmarinus, que em latim tem o significado de orvalho do mar.
O estado espontâneo confere-lhe vigor e quando tranplantado para
jardins embora conserve as suas características aromáticas e conserve a
sua beleza, não requerendo grandes cuidados, parece perder no entanto a
sua eficácia. Pode tornar-se numa sebe, mas não convém cortar muito as
partes mais velhas da planta.
As abelhas que o visitam produzem um mel de extrema qualidade e de
intenso paladar, e é por isso plantado perto de apiários para
influenciar o seu sabor.
O nome alecrim é por vezes usado para referir outras espécies como o
rosmaninho. No entanto pertencem a géneros completamente diferentes,
respectivamente, Rosmarinus e Lavandula, sendo morfologicamente
distintos.
Lendas e histórias
Os
atributos do alecrim foram muito apreciados na Idade Média e
Renascimento. Na Idade Média , a associação do alecrim com o casamento
deu origem ao seu uso como amuleto para o amor. Se uma pessoa jovem
tocava outra com alecrim em flor, o casal, ficaria enamorado. Colocada
debaixo da almofada acreditava-se que eliminava pesadelos e semeada à
volta da casa espantava as bruxas.
Fala-se que a rainha Isabel da Hungria, septuagenária e enfraquecida
pela doença (estava paralítica e sofria de gota), recebeu de um monge a
receita de uma solução rejuvenescedora, que ela própria preparava, e
que consistia apenas na mistura de alcoolatos de alfazema, alecrim e
poejo. Esta é a famosa fórmula da "Água da Juventude", a "Água da
Rainha da Hungria" que lhe permitiu recuperar a saúde, a alegria e
beleza de tal forma que o rei da Polónia chegou a pedi-la em
casamento. Este preparado rejuvenescedor está ao alcance de qualquer
pessoa.
Em Inglaterra durante o século XVII, se as mulheres semeavam alecrim à
volta de casa, os homens ficavam preocupados, porque significava que a
mulher mandava no lar. Para resolver a questão, os homens arrancavam
furiosos as plantas de alecrim. Que problemas conjugais deviam existir
nessa altura!
Com o passar dos séculos, incorporou-se nas cerimónias matrimoniais
como símbolo de fidelidade entre marido e mulher e nos funerais, para
que os vivos recordem os mortos. Em Hamlet, Ofélia oferece a Hamlet uma
varinha e diz-lhe:"Aqui tem alecrim...para se recordar".
Madame de Sevigné, recomendava água de alecrim contra a tristeza.
Os
Espanhois dizem que foi o alecrim que protegeu a Virgem Maria na sua
fuga para o Egipto, e que, quando o seu manto roçava as flores brancas
estas iam ficando azuis.
Reza
a história que quando Maria fugiu para o Egipto, levando ao colo o
menino Jesus:" As flores do caminho se iam abrindo à medida que eles
passavam por elas. O lilás ergueu os seus galhos orgulhosos e
emplumados, o lírio abriu o seu cálice. O alecrim, sem pétalas nem
beleza entristeceu lamentando não poder agradar o menino. Cansada,
Maria parou à beira do rio e, enquanto a criança dormia, lavou as suas
roupas. Em seguida, olhou em seu redor, procurando um lugar para
estendê-las. O lírio quebraria sob o seu peso, o lilás era alto demais.
Colocou-as então sobre o alecrim e ele suspirou de alegria, agradeceu
de coração a oportunidade e sustentou as roupas ao sol durante toda a
manhã".
-Obrigado,
gentil alecrim! Daqui por diante ostentarás flores azuis para
recordarem o manto azul que estou usando. E não apenas flores te dou em
agradecimento, mas todos os galhos que sustentarem as roupas de Jesus,
serão aromáticos. Eu abencôo folha, caule e flor, que a partir deste
instante terão aroma de santidade e emanarão alegria-disse Maria."
Em tempos idos a resina de alecrim era queimada nos quartos dos doentes para purificar o ar.
Durante a peste, as pessoas carregavam paus com ramos de alecrim na
extremidade e saquinhos de alecrim ao pescoço, paro o cheirar quando
fossem passar por zonas suspeitas.
O alecrim é até hoje queimado nas igrejas como incenso e o mesmo uso é
dado nos cultos de religiões africanas, que também o utiliza para
banhos.
Há
milhares de anos antes de existir a refrigeração , os povos antigos
envolviam a carne em folhas moídas de alecrim para a conservar e
adquirir um aroma fresco e sabor especial. E até hoje o alecrim é
apreciado na preparação de aves, caça, carne de porco e especialmente
em Itália é muito utilizado em assados de carneiro, cabrito e vitela. A
Wikipédia, enciclopédia livre, recomenda espalhar sobre as brasas de
carvão aceso num churrasco para perfumar a carne e difundir um
agradável odor no ambiente.
Pode utilizar-se os caules para espetar neles a carne par cozinhar na grelha ou queimá-los para afastar os insectos.
A
capacidade do alecrim para conservar carne provocou a crença de que
ajudava a conservar a memória. Os estudantes gregos usavam grinaldas de
alecrim para os ajudarem a recordar-se.
Utilização e aplicações medicinais
Partes usadas: flores e folhas
Componentes: óleo essencial, ácidos orgânicos, heterósidos, saponósidos e colina.
Propriedades:
antiespasmódico, anti-séptico, colagogo, diurético, estimulante,
estomáquico, tónico, vulnerário, aromático, narcótico.
O
alecrim actua sobre o sistema nervoso sendo um excelente tónico para os
nervos, estimula os asténicos, fortalece a memória enfraquecida e
eleva o moral dos deprimidos, sendo também empregue para combater
febres intermitentes, febre tifóide, tosse convulsa, tosse pertinente,
gripe, asma e dificulades digestivas.
:
-Previne a intoxicação alimentar:
uma das razões porque a carne apodrece é porque as gorduras se oxidam e
se tornam rançosas. O alecrim e o seu óleo contêm substâncias químicas
altamente antioxidantes; inclusivamente podemos comparar o seu poder de
preservar com os conservantes alimentares comerciais como o BHA e o BHT.
A acção conservante do alecrim pode ajudar a prevenir a intoxicação
alimentar. A próxima vez que for a um piquenique misture as folhas
trituradas generosamente no seu hambúrguer, atum, pastas e saladas.
-Auxiliar digestivo: o alecrim pode ajudar a relaxar o suave revestimento muscular do aparelho digestivo (é um antiespasmódico).
-Descongestionante: ajuda a aliviar o congestionamento das vias respiratórias (devido a catarro, gripe ou alergias).
-Prevenção de infecções:
o alecrim contém as substâncias químicas que podem ajudar a combater as
bactérias e fungos que provocam infecções e intoxicações alimentares.
Para as feridas pequenas, esfregue as folhas trituradas de alecrim
fresco sobre a pele antes de as lavar e tapar.
-Saúde feminina: os
antiespasmódicos não só relaxam o aparelho digestivo como também outros
músculos suaves, como o útero. Como antiespasmódico em teoria o alecrim
acalma o útero, mas os investigadores descobriram que sucede
exactamente o contrário.
As mulheres grávidas devem
evitar a todo o custo a preparação à base desta erva; as outras podem
utilizar o alecrim para induzir a sua menstruação.
Como usá-lo:
Normalmente
usa-se uma colherinha de alecrim triturado (mais ou menos 4 gramas de
folhas) por cada chávena de água a ferver. Deixar em infusão de 10 a 15
minutos e beber até 3 chávenas por dia, de preferência após as
refeições.
◆Aftas.
Deixar de molho 1 punhado de folhas ou flores de alecrim em 100 ml de
álcool a 75º durante oito dias. Coe e reserve. Tomar 15 gotas diluídas
em meio copo de água, três vezes ao dia.
◆Asma.
Uso externo: cigarro de folhas secas e trituradas de alecrim, de
eucalipto (Eucalytus globulus Labill.), de salva (Salvia officinalis
L.-erva-santa, salva-mansa), de trevo d`água (Menyanthes trifoliata
L.-fava-d`água, trevo dos charcos) e de tussilagem (Tussilago farfara
L.-unha-de-cavalo, unha-de-asno, erva-de-são-quirino, farfara).
◆Astenia. Vinho fortificante que deve ser conservado em frasco bem rolhado e ingerido em doses de 1 cálice de licor.
Vinho de alecrim e salva: num recipiente de barro colocar 20g de folhas
de alecrim e 20g de folhas de salva, adicionar 1 litro de vinho tinto e
uma colher de sopa de mel, aquecer 30 minutos em banho-maria, deixar
repousar, arrefecer e filtrar; beber antes das refeições.
◆Para evitar a queda de cabelo.
Maceração composta de 60g de folhas secas e picadas de buxo e 60g da
planta de alecrim.15 dias em 1l de álcool a 60º, mexer frequentemente e
coar; friccionar 2 vezes por dia.
◆Depressão. Infusão de 20g de flores de alecrim para 1 litro de água fervente, infundir 10 minutos. Beber 2 chávenas por dia.
Em caso de insónia, para um sono reparador, tomar uma dessas chávenas ao deitar.
◆Colesterol.
Beber 2 copos por dia durante 20 dias:vinho de alecrim, 40g de flores
secas em 1 litro de vinho tinto, macerar durante 3 ou 4 dias e filtrar.
◆Torcicolo.
USO EXTERNO.Compressas embebidas numa decocção quente de alecrim. 50
gramas para 1 litro de água, ferver 15 minutos e coar; cobrir com um
xaile de lã. Aplicar 2 vezes por dia.
◆Memória.Tomar
3 chávena por dia , 10 dias por mês, durante 3 meses:infusão de 30g de
flores de alecrim para 1 litro de água fervente, infundir 10 minutos e
coar.
◆Restabelecer o equilíbrio do sistema nervoso. Infusão de 20g de flores para 1 litro de água fervente; infudir 20 minutos.beber 2 chávenas por dia.
◆Para as peles com tendência oleosa. USO EXTERNO. Loção com: 50g de flores para 1 litro de água fervente, infudir 10 minutos.
◆Rugas.
Colocar todas as noites sobre sobre o rosto e pescoço bem limpos
compressas molhadas em: infusão de 50g de flores e folhas de alecrim
para 1 litro de água fervente; infudir 10 minutos.
◆Usado em banhos para aliviar as dores reumáticas.
Fazer uma infusão concentrada da planta em 3 ou 4 litros de água que,
depois passados por uma peneira, se adiciona ao banho no momento de
utilização. Para o banho de um adulto são necessários normalmente 500g
de planta.
NO SEU JARDIM
DESCRIÇÃO
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CONDIÇÕES DE PLANTAÇÃO
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CUIDADOS GERAIS
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ÉPOCA E TIPOS DE PODA
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MÉTODOS DE PROPAGAÇÃO
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ALTURA E DIÂMETRO (PORTE)
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EXPOSIÇÃO
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RESISTÊNCIA AO FRIO
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ÉPOCA DE FLORAÇÃO
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OBSERVAÇÕES
|
Forma bonitas sebes.Fica muito bem cultivado junto de muros floridos e em jardins rochosos em zonas de clima ameno
|
Coloque
turfa nas covas de plantação, juntando um pouco de adubo de
decomposição lenta ou superfosfato. plante em qualquer solo, mesmo
cálcário, em local soalheiro, entre Outubro e Março.
|
Uma
vez estabelicido, o alecrim requer poucos cuidados. No entanto não
deixe que o solo seque no Verão. Regue bastante na Primavera e, para
manter a humidade do solo espalhe sobre ele uma cobertura mulching.*
|
Corte
os ramos queimados pela geada ou mortos em Março-Abril. Corte os caules
desalinhados e talhe até metade os caules lenhosos dos exemplares mais
velhos.
|
Estacaria
lenhosa de 20-50cm de comprimento em Setembro-Outubro ou
Fevereiro-Março. Estacaria semi-lenhosa de 10 cm de comprimento entre
Julho e Setembro.
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A-1,50-2m
D-1,50-1,80m
|
Sol
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Boa
|
Fevereiro-Outubro
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Muito bom para cultivar perto do mar. Forma uma bonita sebe livre.
|
*Turfa,
folhas secas, composto ou casca de árvore estilhaçada-retém a humidade
do solo e evita o aparecimento de infestantes.A cobertura de 5 cm de
espessura, biodegradável , melhorará química e físicamente o solo, pois
vai sendo gradualmente absorvida por ele.
A segurança acima de tudo
As
quantidades alimentares de alecrim, não representam perigo nenhum, mas
pequenas quantidades do seu óleo podem causar irritação no estômago,
rins ou intestinos. Quantidades maiores podem causar envenenamento.
Se causar moléstias menores como mal-estar gástrico ou diarreia deixe de o usar ou use menos.
Em altas doses pode ser tóxico e abortivo.
|
Pesquisa do Google: Primavera-canção do alecrim. Recorde a sua infância.
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Sambucus nigra L.
Sabugueiro
A árvore da Idade da Pedra
Família: Caprifolaceae ou Adoxaceae (na nova classificação)
Habitat: nativa da Europa central e do Norte de África; em Portugal é cultivado, surgindo também espontâneo. Encontrada
em algumas regiões do Brasil e Rio Grande do Sul. Matas, caminhos,
estradas, bosques húmidos, beira de ribeiros, terras baldias.
Identificação:
de 2 a 5 m ,por vezes 10m de altura. Arbusto ou árvore; caule com casca
cinzento-acastanhada, verrugosa, ramos fracos e quebradiços, com medula
branca; folhas pecíoladas, com 5 a 7 folíolos, compridos e serrados, ;
flores cor de pérola (Março-Junho), pequenas e numerosas, em cimeiras
corimbiformes planas, com 5 raios principais, 5 sépalas, 5 pétalas, 5
estames com anteras amarelas, 3 carpelos, 3 estigmas sésseis; baga ou
fruto que surge logo após a floração de cor roxo escuro, quase preto,
esférico e sumarento, com 3 sementes. Perfume leve, doce; sabor acídulo.
Notas:
Peciolado: provido de pecíolo. O contrário de séssil.
Pecíolo: a parte da folha que suporta o limbo.
Limbo: parte mais larga de uma folha, de uma pétala ou de uma sépala.
Folíolo: divisão de uma folha composta. Tem o seu próprio limbo preso
ao pecíolo principal, preso por um peciólulo. Os folíolos podem
distinguir-se das folhas pela inexistência do gomo na axila do
peciólulo.
Peciólulo: pecíolo de um folíolo ou ramificação do pecíolo principal numa folha composta.
Cimeiras: inflorescência em que o eixo principal está pouco
desenvolvido em relação aos eixos laterais, terminando todos por uma
flor.
Corimbo: tipo de florescência com pedicelos desiguais, permitindo que as flores fiquem todas à mesma altura.
Pedicelos: ramificação de um pedúnculo que liga cada flor ao eixo comum da inflorescência.
Sépala: Peça do cálice, primeiro invólucro floral.
Estames: folha floral masculina, cujo conjunto constitui o androceu.
Antera: parte superior dilatada do estame. A antera contém as células
mães dos grãos de pólen, os quais formarão os gâmetas masculinos. Está
dividida interiormente em quatro sacos polínicos que se agrupam
formando duas cavidades.
Carpelo: folha floral que produz os óvulos.
Estigmas:parte superior do estilete, que recebe os grãos de pólen nas Angiospérmicas.
Angiospérmicas: subdivisão do reino vegetal que compreende as plantas
cujos óvulos estão encerrados num ovário fechado com estigma. Ex:
cerejeira, pessegueiro, , pereira, etc.
Séssil: directamente ligado ao caule, sem pedúnculo (flor séssil) ou
sem pecíolo (folha séssil). Por vezes as flores e as folhas são
subsésseis, isto é, suportadas por um pedúnculo ou um pecíolo quase
imperceptíveis.
Partes utilizadas:
flores frescas ou secas (mais saborosas quando secas), folhas (menos
utilizadas), frutos maduros, segunda casca seca (secar ao ar).
Componentes:
esteróis, óleo volátil (flores), alcalóide, heterósido, tanino,
mucilagem, vitamina C (bagas), flavonóides, e glicósidos cianogénicos
(sementes e casca) e resina (casca). As flores são ricas em óleos
essenciais que contém ácido lanoleico e mucilagem, esteróides,
flavonóides, rutina, açucar e pectina. As bagas contêm açucar, ácidos de fruta, vitaminas A e C e bioflavenóides.
Propriedades: anti-inflamatório, depurativo, diurético, emoliente, laxante, adstringente, anti-viral. As flores são anti-inflamatórias e diaforéticas.
Lendas e Histórias
A
história do sabugueiro é, sem dúvida, tão longa como a do homem, pois
foram encontrados alguns vestígios desta árvores em estações
arqueológicas da Idade da Pedra na Suíça e no Norte da Itália.
Sabe-se também que os gregos na Antiguidade bem como os habitantes da
antiga Roma a utilizavam vulgarmente para fins medicinais, culinários e
cosméticos.
Diz-se que da sua madeira foi feita a cruz onde Cristo morreu. A lenda
vem talvez porque ao espremer o fruto de Sabugueiro escorre um liquído
vermelho-sangue.
A árvore está associada com o sobrenatural. O sabugueiro encontra-se
frequentemente na Europa próximo das povoações, porque outrora era ali
plantado para atrair os espíritos do bem. Diz-se que o espírito do
sabugueiro é forte e protector e que tem que se lhe pedir autorização
antes de o cortar, para que o seu espírito não procure vingança.
Segundo lendas, nas noites quentes de Verão, estas são as árvores
favoritas das fadas, devido à luminosidade das suas belas flores.
A partir do século XVI, popularizou-se como planta decorativa.
Nos meios rurais, as crianças fazem apitos com a madeira quebradiça e
leve do sabugueiro. Esta medeira, fácil de talhar é também muito usada
no fabrico de caixões e cruzes para decorar supulturas.
No Norte da Europa está associada à deusa Holda, deusa da morte e da
fertlilidade, havendo quem em seu nome pratique rituais de origem pagã.
As
suas propriedades medicinais são inúmeras: as flores, as bagas, as
folhas e a segunda casca fazem parte de grande número de preparações.
Com os seus frutos preparam-se doces com uma bela cor vermelho-violácea.
Esta
planta é muito versátil: existem , pelo menos 50 receitas tradicionais
com flores e bagas de sabugueiro. O vinho e o tónico da flor de
sabugueiro feito com água, açucar, laranja e limão às fatias e flores frescas de árvores diferentes, para que os sabores mais ou menos doces se misturem, são bebidas refrescantes de Verão.
As flores podem ser adicionadas a saladas, fritas, transformadas em
doce de flor de sabugueiro e groselha, na confecção de gelados de água
e arroz-doce (aquecer junto com o leite e coar sem deixar ferver).
As flores são também utilizadas para a conservação das maçãs, devendo
ser colocadas em camadas alternadas em caixas de cartão, que
seguidamente se fecham.
As bagas fazem um óptimo vinho, tipo vinho do Porto. E também servem para fazer chutney, um condimento picante de bagas de sabugueiro e outros frutos silvestres.
Das flores também se faz champanhe e vinho, vendido em muitos pubs ingleses.
Das folhas faz-se uma decocção forte que se usa como insecticida de
contacto para infestações de pulgão das roseiras.
Na tinturaria as bagas são usadas para obter uma cor violeta e as folhas verde amarelado.
As flores em cosmética são utilizadas no fabrico de cremes para peles
sensíveis e sabonetes e a água das flores é um agradável after-shave.
Utilização e aplicações medicinais
Os
sabugueiros têm tantas aplicações medicinais que eram tradicionalmente
conhecidos como "a farmácia dos pobres", por fornecerem uma cura barata
para todos os males. Pesquisas recentes revelaram que as bagas são
anti-virais.
A casca é usada como laxante. As
flores são adicionadas a receitas para hipertensão arterial. Elas são
ricas em flavonóides, favorecem a estimulação dos fagócitos,
contribuindo para o reforço geral do sistema imunitário, tornando-o
mais resistente.
Promove a transpiração e a eliminação de liquídos, essenciais no alívio
da febre. É muito utilizado em inflamações da faringe e laringe, com
acção anti-edematosa das mucosas das vias respiratórias.
Usos Internos
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Usos externos
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As
flores: protegem as mucosas da garganta e do nariz, aumentando a
resistência às infecções, ajudando mesmo no caso de dores de ouvidos
associadas a constipações. Para sinusite, febre dos fenos,
no alívio da tosse, como infusão quente para baixar a febre,
promovendo a sudação; constituem aliás um diforético suave e eficaz e
por isso são também apropriadas para febres infantis e para
constituições débeis.
Os bioflavenóides ajudam a melhorar a a circulação.
Estimulam a excreção de urina, ajudando a eliminar as toxinas do
organismo, sendo portanto úteis em casos de artrite, gota e reumático.
As bagas, em decocção ou xarope, previnem constipações e outras
infecções virais, como um remédio para a tosse, como laxante suave, e
com sementes de funcho para a ciática.
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A infusão de flores em vinagre, pode ser utilizada em gargarejos contra dores de garganta e amigdalites.
A infusão de flores numa compressa para conjuntivites e aftas ou simplesmente para lavar olhos irritados e inflamações da boca.
Como creme para pele irritada, mãos encieiradas e ânus com prurido.
As folhas podem ser transformadas num unguento para hemorróidas dolorosas.
|
Abcesso. Uso externo. Para amadurecer o abcesso e acalmar a dor. Cataplasma de folhas de sabugueiro trituradas com sal e vinagre.
Arteriosclerose.
Decocção de sabugueiro, 50g para 1l de água, ferver para reduzir a
metade do volume. Beber em 3 vezes num só dia.
Bronquite. Infusão de sabugueiro, 50g de flores secas para 1l de água fervente, infundir 10 minutos.
Constipações e gripes: infusão de flores de sabugueiro, hortelã-pimenta
e milfolhada (Achillea millefolium), em partes iguais, tomar 3 chávenas
por dia como prevenção. Beber sem restrições como tratamento de estados
febris.
Cistite.
Vinho de sabugueiro, 3 punhados de casca inteira em 1l de vinho
fervente, mexer, macerar durante 2 dias e coar; 2 copos pequenos por
dia.
Coração.
Vinho de sabugueiro, 200g da segunda casca seca em 1l de vinho tinto,
macerar durante 48 horas, filtrar e só ingerir no dia seguinte, 2 copos
pequenos por dia.
Cura da Primavera
(curas revigorantes para desintoxicar o organismo, forçando-o a
eliminar as suas toxinas. duração de 3 semanas). Infusão de sabugueiro.
5g de flores secas numa chávena de água fervente, coar sem infundir.
Beber 1 chávena de manhã e uma chávena à noite.
Fígado. Infusão de sabugueiro, colocar 50g de flores em 1l de água fervente, mxer, não deixar infundir e filtrar.
Frieira.
Decocção de sabugueiro, 30g de flores secas para 1l de água, ferver 10
minutos, infundir 10 minutos; utilizar quente para lavar ou banhar as
zonas afectadas.
Gota. Decocção de sabugueiro, 70g da segunda casca para 1l de água, ferver 2 minutos e coar; somente 2 copos pequenos por dia.
Hemorróidas. Uso externo. Compressas embebidas em: infusão de sabugueiro, 80g de flores para 1l de água fervente, infundir 10minutos.
Obstipação. Decocção de sabugueiro. 80g de bagas secas em 1l de água, ferver 3 minutos e coar; meio copo em jejum e meio copo ao deitar.
Olhos.Loção
para olhos irritados e fatigados. Lavar os olhos e depois conservar
sobre cada um durante 15 minutos uma compressa impregnada de uma
infusão de sabugueiro, 50g de flores para 1l de água fervente, infundir
15 minutos e filtrar.
Pele. Para amaciar a pele. Uso externo. Loção de sabugueiro, infundir durante 10 minutos, 100g de flores em 1l de água fervente. A água de flor de sabugueiro é um adstringente suave para pele irritada e oleosa.
Picadas de abelhas e de vespas. Esfregar com folhas de sabugueiro.
Pontos negros.
Uso externo.Loção de lavagem. Infusão de sabugueiro, 100g de flores
frescas para 1l de água fervente, tapar e infundir 10 minutos, mexendo
sempre.
Queimadura. Uso externo. Compressas impregnadas de óleo de dormideira onde se maceram folhas frescas esmagadas de sabugueiro.
Reumatismo
.Mergulhar a rticulação dorida num banho de composto de 30g de alecrim
e 20g de sabugueiro, fervidos com um punhado de sal grosso.
Sudação. Para provocar a sudação. Uso interno. Infusão de sabugueiro, 40g de flores secas para 1l de água fervente, infundir 10 minutos.
Tabagismo. Podem fumar-se folhas sãs e secas de sabugueiro para ajudar a vencer o hábito de fumar e lutar contra as afecções da boca.
Terçolho.
Banho para os olhos.Infusão de sabugueiro, 100g de flores frescas ou
secas para 1l de água fervente, infundir 10 minutos. Filtrar
cuidadosamente e usar fria.
Para prevenir infecções de Inverno ou adicionar a xaropes ou chás para tosse ou constipações:
A segurança acima de tudo
As
flores podem ser ingeridas sem restrições. As bagas todavia, não devem
ser comidas cruas especialmente se não estiverem bem maduras porque são
de difícil diigestão e podem causar náuseas. É mais seguro cozinhá-las
confeccionando tartes, doces, compotas e geleias.
Todas as partes verdes são tóxicas.
Não confundir sabugueiro com ébulo (sambucus ébulus) porque as bagas são bastante tóxicas.
Salix Alba
Salgueiro-branco
O salgueiro de longas folhas nas Lagoas de Quiaios
Família: Salicaceae
Habitat e identificação: Europa, bosques húmidos, ribanceiras; em Portugal, sobretudo nas zonas do centro e do sul, margens dos rios, vales; até 1800m.
Os
salgueiros incluem plantas de porte muito diverso, desde plantas
rastejantes, a arbustos e árvores de porte considerável. Casca gretada
quando velha, ramos erectos, flexiveís, ramos jovens guarnecidos de
pêlos finos; folhas com pecíolo curto, lanceoladas, acetinadas,
prateadas pelo menos na página inferior, bordos inteiros ou serrados;
flores amarelas ou esverdeadas (Abril-Maio), dióicas, e numerosas
sementes. Inodoro; sabor amargo.
Componentes: salisilatos, taninos e flavenóides.
Propriedades: adstringente, anti-inflamatório, anestésico, antiespasmódico, anti-reumatismal, febrífugo, hemostático, sedativo, tónico.
Partes utilizadas: casca, flores, botões, rebentos.
Descrição geral:
o género Salix, cujo nome se pensa vir do celta, querendo significar
"próximo da água", é constituído por centenas de espécies difíceis de
determinar, das quais algumas, de menor porte, resistem ao frio e aos
climas de altitude. Algumas espécies cruzam-se de tal maneira que é
difícil distingui-las.
De entre os salgueiros da Europa, o maior e mais comum no estado espontâneo é o salgueiro-branco. Planta característica de zonas temperadas como o centro e sul da Europa, o Norte de África, o este asiático e
naturalizada na América do Norte. O seu nome deriva das folhas, que são
mais claras que a maioria dos salgueiros, devido a uma cobertura muito
fina e acetinada, prateada na sua parte inferior. As folhas têm de 5 a
10 cm de comprimento e de 1 a 1,5cm de largura.. Necessita de estar em
locais húmidos e não resiste a temperaturas extremas. É uma árvore
caducifólia que chega a atingir 20 a 30 metros de altura, de
crescimento rápido mas vida curta porque é susceptível a várias doenças.
Porém,
o salgueiro mais conhecido é uma variedade do salgueiro-branco, uma
espécie cultivada, hibrído entre o salgueiro-branco e o
salgueiro-da-babilónia (Salix babylonica L.), o famoso chorão, com
longa ramagem pendente. Com os seus ramos descaídos, o chorão é uma
árvore associada ao luto.
O salgueiro-dourado , Salix alba "Vitellina", é outra variedade do salgueiro-branco.
O
salix nigra ou salgueiro-preto é uma espécie americana, mais pequena
que o salgueiro-branco e com casca dura e cinzenta, muito cultivada em
parques e jardins de muitos países.
Partes utilizadas: casca, flores, botões, rebentos.
Histórias e curiosidades
Deus aconselhou Moisés a usar as cascas e folhas de salgueiro.
Hipócrates, no séc. V a.C. prescrevia chá de folhas e casca para dores
de parto, cefaleias, febre e alívio de dores reumáticas.
Em 50 aC Caius Plinius Secundus escreve sobre os usos terapêuticos das folhas do salgueiro.
Os médicos da Antiguidade recorriam com frequência ao salgueiro, sem
contudo precisar quais as espécies utilizadas; com efeito, todos os
salgueiros de folhas estreitas têm na prática propriedades medicinais
idênticas.
Os
antigos egípcios usavam as sementes de salgueiro em unguentos para
articulações inflamadas e em cataplasmas para acelarar a consolidação
óssea. Eles misturavam as folhas queimadas do salgueiro com óleo de
rosas para tratar doenças de pele inflamada e com escaras.
Mattioli
assinalava, no século XVI, a eficácia das folhas de salgueiro contra as
insónias; no século XVII. A dada altura, a sua casca era utilizada como
febrífugo, para febres crónicas e recorrentes, mesmo para a malária. Sabe-se actualmente que este efeito se deve à sua riqueza em ácido salicílico. Foi suplantado pela casca da cinchona ou quina (a fonte de remédio quinina).
Em 1753 Edward Stone descreve os efeitos antipiréticos da casca do salgueiro.
Os
índios nativos americanos faziam uma mistura para fumar com raspas da
casca de salgueiro e com folhas de uva-ursina, devido ao seu aroma
agradável. Também usavam a casca do salgueiro para combater cefaleias,
febre, dores musculares e reumatismo.
Os
amigos do poeta romântico Alfred de Musset plantaram um
salgueiro-branco, após a sua morte, junto do seu túmulo, no cemitério
do Pére-Lachaise, em Paris, cumprindo um pedido que o poeta lhes fizera
numa estrofe melancólica.
Há
quem use a essência floral de salgueiro, preparada a partir das flores
do salgueiro-dourado, para ajudar pessoas agressivas e que se tornaram
amargas a serem mais flexíveis.
Dos ramos do salgueiro preparam-se tradicionalmente vimes usados na cestaria e mobiliário artesanal.
Os tacos de críquete são feitos a partir do salgueiro-inglês, Salix alba "Caerulea", porque a sua madeira é leve e difícil de rachar.
A Salicilina
Do
extracto activo da casca, a salicilina, por hidrólise e oxidação,
provém o ácido salícilico, que pode causar hemorragias e é irritamte do
aparelho gastro-intestinal. Conjuntamente com sódio e cloreto de
acetona forma-se o ácido acetilsalicílico, comercializado com o nome de
aspirina pela farmacêutica alemã " Bayer" desde Março de 1899. Em 1999
a aspirina completou portanto 100 anos de sucesso sendo o fármaco mais
popular em todo o mundo, do grupo das antiinflamatórios não-esteróides
(AINE), usada no tratamento de doenças cardiovasculares e cerebrovasculares. Foram as primeiras tabletes da história da medicina!
Em
1930 a invenção do gastroscópio mostrou lesões no estômago, provocadas
pela aspirina. Muitas pessoas não toleram a aspirina mesmo em baixas
doses, não sendo recomendada a quem tem problemas gástricos, biliares e
renais.
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aspirina://VIDE-BULA:
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MECANISMO DE ACÇÃO: a
aspirina interfere na síntese da prostaglandina (o hormônio responsável
pela dor e inflamação) por inibir a enzima ciclooxigenase. Os efeitos
antipiréticos resultam da inibição da síntese da prostaglandina no
hipotálamo. A aspirina também aumenta a vasodilatação e o suor. A
inibição da ciclooxigenase também resulta numa diminuição da agregação
de plaquetas no sangue, prolongando o sangramento.
FARMACOCINÉTICA:
a aspirina é rapidamente absorvida no trato gastrointestinal. O fármaco
é parcialmente hidrolizado para o salicilato na primeira passagem pelo
fígado e amplamente distribuida pela maioria dos tecidos. Efeitos
tóxicos relevantes somente ocorrem de a dosagem for maior que 400mg/ml
de sangue. A aspirina é metabolizada para salicilato (99%), e o tempo
de meia-vida na eliminação é de 15 minutos.
Salicilato e seus metabólitos são excretados primariamente pelos rins.
CONTRAINDICAÇÕES: não deve ser administrada em crianças com varicela (pode provocar a síndrome de Reye).
Pode prolongar hemorragias, pois inibe a coagulação plaquetária; não
deve ser ministrada a pacientes com hemofilia. Pode agravar casos de
úlcera gástrica ou péptica. Se consumida com álcool, regularmente, pode
vir a provocar u lcerações.
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Google:"a incrível História da droga maravillha"
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Remédios caseiros
-Estado febril: vinho medicinal de salgueiro-branco macerando durante 2
semanas 40g de casca seca e moída em 1 litro de vinho tinto e coar;
tomar 2 copos pequenos por dia.
-Nervosismo: Infusão de salgueiro-branco, 40 g de folhas e de amentilhos para 1l de água fervente, infundir 10 minutos.
-Pés
doridos: banho de salgueiro-branco, 60g de casca para 1l de água,
ferver 10 minutos, infundir 10 minutos, adicionar 2l de água muito
quente; conservar os pés no banho durante 10 minutos.
-Para peles com tendência oleosa: loção de salgueiro-branco, ferver durante 10 minutos 50g de casca em 1l de água.
-Psoríase. Uso interno: decocção de salgueiro-branco, 40g de casca seca para 1l de água, ferver 5 minutos, infundir 10 minutos.
-Reumatismo.
Crises dolorosas: beber decocção de 20g de casca de salgueiro-branco
feita em 1l de água fervente, ferver 10 minutos, infundir 5 minutos.
-Para um sono reparador: 40g de folhas de salgueiro-branco para 1l de água fervente, tomar 1 chávena ao deitar.
-Úlcera
cutânea. Uso externo: fazer cataplasmas com decocção de
salgueiro-branco, 50g de casca para 1l de água, ferver 20minutos.
-para dores de cabeça: chá de casca de salgueiro e alecrim em partes iguais;
-para naúseas e arrepios: decocção de casca de salgueiro e gengibre em
partes iguais, adicione mel e beba lentamente.
Externos:
-para eliminar a caspa: aplicar uma tintura ou decocção forte no couro cabeludo.
A segurança acima de tudo
As pessoas alérgicas a aspirina e a outros salicilatos devem evitar a casca de salgueiro.
Smilax aspera
Salsaparrilha-bastarda
Salsaparrilha: nome da famosa bebida refrescante Espanhola semelhante à Coca-Cola.
Família: Liliáceas
Habitat e identificação: Smilax aspera
é uma variedade europeia espontânea no centro e sul de Portugal e em
Espanha embora existam mais de 200 espécies de salsaparrilha, algumas
delas medicinais, em diversas zonas geográficas do globo como no
Brasil, México, Jamaica e em outras regiões, normalmente quentes e
húmidas. Até 300m.
Planta
que prefere o calor, de 1 a 2 m de altura que se prende a árvores,
arbustos e muros na região mediterrânica; caule sinuoso, fino, lenhoso
e provido de acúleos; folhas triangulares, persistentes, pecioladas,
brilhantes, maculadas de branco ou preto, aculeadas, com 5 a 7 nervuras
e 2 gavinhas na base do pecíolo; flores branco-esverdeadas
(Agosto-Outubro), em umbelas simples na axila das folhas e na
extermidade dos ramos, 6 peças petalóides, patentes, flores masculinas:
6 estames, flores femininas: ovário com 3 estigmas; baga vermelha com
as dimensões de uma ervilha, muito semelhante às da groselheira, com 1
a 3 sementes redondas e castanhas; rizoma lenhoso, geralmente muito
comprido, com raízes adventícias, raízes branco-acinzentadas ou
castanhas. Cheiro agradável.
O nome científico qualifica-a como rude e áspera.
Notas:
Acúleo:
protuberância rígida e pontiaguda da casca que se desenvolve à
superfície dos caules e se arranca com facilidade, ao contrário dos
espinhos, que estão ligados ao sistema vascular da planta e por isso
oferecem mais resistência.
Adventícia: que se desenvolve no caule ou na axila das folhas e tem uma dupla função, a de suporte e a de nutrição.
Estames: folha floral masculina cujo conjunto constitui o androceu.
Estigmas:
parte superior do estilete que recebe os grãos de pólen nas
Angiospérmicas. É muitas vezes guarnecido de papilas que segregam um
liquído açucarado que propícia a fixação e a germinação do grão de
pólen.
Gavinha
:apêndice filiforme de origem foliar ou caulinar que pode enrolar-se em
volta de um suporte. São também gavinhas os ramos com folhas muito
pequenas como os da vinha. A gavinha é o meio de apoio do caules
trepadores, que não são volúveis nem possuem espinhos, acúleos ou
raízes laterais.
Panícula: inflorescência grande, muito ramificada, que corresponde a um cacho composto. Os ramos decrescem da base para o ápice.
Partes utilizadas: raíz
Componentes: Glúcidos, colina, saponósidos, tanino, sais minerais (potássio, cálcio).
Propriedades: Depurativo, diurético, sudorífico.
Com os seus parentes exóticos, a salsaparrilha-bastarda possui
propriedades depurativas, diuréticas e sudoríficas, porém em menor grau.
Depurativa do sangue, combate a gota, ácido úrico e reumatismo. Diminui a dificuldade em urinar, elimina pedras nos rins e bexiga.
No
séc.XVI, Mattioli atribuiu-lhe uma acção anti-sifilítica que nunca foi
confirmada. A raíz, branco-acinzentada, seca e moída é indicada para os
asmáticos, que se sentirão confortados se a fumarem.
Teve
fama de planta afrodisíaca por se ter descoberto que a testosterona
(hormona sexual masculina) se encontra no rizoma, mas não foi
comprovada esta característica.
Uso Tradicional: Esgotamento físico e psíquico, fadiga.
Como usá-lo
Artrite:
decocção de salsaparrilha-bastarda, 40g de raízes secas para 1l de
água, ferver 20 minutos./Decocção de uma mistura de 30g de
salsaparrilha-bastarda e de 10g de raíz de saboeira, deixar ferver 10
minutos e coar imediatamente.
Asma: decocção de
salsaparrilha-bastarda, 50g de raízes secas para 1l de água, ferver
10minutos, infundir 15 minutos, 1 chávena antes das refeições.
Gota: infusão de salsaparrilha-bastarda., 50g de raízes para 1 l de
água fervente, infundir 10 minutos e coar.
Herpes: decocção de salsaparrilha-bastarda, 70g para 1l de água, ferver durante 20 minutos em lume brando.
Nefrite: decocção de salsaparrilha-bastarda, 50g de raízes secas para
1l de água, ferver 15 minutos, infundir 10 minutos, beber 1 litro por
dia, às chávenas pequenas, entre as refeições.
Retenção de urina: decocção de salsaparrilha-bastarda, 50g de raízes
cortadas para 1l de água, ferver 10 minutos, infundir 15 minutos.
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Glossário
Adstringente: seca, diminui e reduz as secreções. Exemplos: folha de framboeseira, aveleira.
Analgésico: alivia a dor. Exemplos: salgueiro, cravo-da-índia, camomila.
Anti-emético: acalma o estômago e evita enjoos. Exemplo: gengibre.
Anti-inflamatório: reduz as inflamações. Exemplos: salgueiro, couve, camomila.
Anti-séptico: mata as bactérias e previne infecções. Exemplos: tomilho, alho, mel e a maior parte dos óleos essenciais.
Carminativo (ou anti-flatulente): alivia o estômago e elimina as flatulências. Exemplos: hortelã-pimenta, funcho, caneleira.
Cataplasma: massa quente e húmida, preparada com extracto de ervas
misturado numa base demulcente , para aliviar a dor e extrair abcessos.
Colagogo: promove o livre fluxo da bílis. exemplos: raíz de taráxaco, labaças.
Compressa: ervas esmagadas ou panos molhados com chá ou tintura
aplicados para aliviar dores ou tumefacções. Exemplos: couve, camomila,
maravilhas.
Decocção: um extracto de ervas, preparado por ebulição com água. sobretudo de raízes ou cascas.
Demulcente: amacia a irritação. Exemplos: alteia, consolda-maior, mel.
Descongestionante:alivia a congestão nasal e perinasal. Exemplos: hortelã-pimenta, rábano-bravo, alecrim.
Desobstruente linfático: ajuda ao bom funcionamento linfático. Para
"gânglios inchados" e infecções crónicas. Exemplos: maravilhas.
Diaforético: induz a transpiração. Exemplos: salva, pimenta-de-caiena, flor de sabugueiro.
Digestivo: facilita a digestão. Exemplos: camomila, gengibre, aveia, alecrim.
Diurético: favorece a micção. Exemplos: raíz e folha de taráxaco, salsa.
Emanagogo: induz a menstruação. Exemplos: artemísia, hortelã-pimenta,
salva. Não devem tomar-se preparações emanagogas durante a gravidez.
Emético: induz o vómito. exemplo: sal, mostarda, ulmária em grandes quantidades.
Emoliente: Preparação para amaciar a pele. Exemplo: malvas.
Espasmolítico/anti-espasmódico: alivia espasmos e cãibras. Exemplos: camomila, gengibre, funcho.
Estimulante: aumenta a actividade. Exemplos: pimenta-de-caiena, café, ginseng.
Estimulante circulatório: Aquece e estimula a circulação. Exemplo: pimenta-de-caiena.
Expectorante: ajuda a expelir a mucosidade dos pulmões. Exemplos: tomilho, alho.
Extractor: extrai venenos de furúnculos e abcessos. Exemplos: aveia, alteia, mel.
Febrífugo: ajuda a reduzir os estados febris e baixar a temperatura. exemplos: mil-folhada, camomila, salva.
Fomentação: uma compressa quente demolhada em chá ou tintura de ervas,
que se usa para aquecer, aliviar dores e rigidez do frio. Exemplos:
camomila, aveia, maravilhas.
Fungicida: para infestações de fungos. Exemplos: aloés, alho, maravilhas.
Hemostático: detém hemorragias. Exemplo: milfolhada.
Infusão: demolhar erva em água quente ou fria para fazer chá, ou óleo para fricções.
Laxante: estimula o funcionamento do intestino (efeito laxativo). Exemplos: labaças, raíz de taráxaco, sene.
Maceração: a substância é deixada em contacto com o líquido usado para dissolver o princípio activo à temperatura ambiente.
Mucilagem: uma substância com componentes gelatinosos demulcentes.
Psicotrópico. O efeito de drogas que alteram o estado mental.
Relaxante: relaxa a tensão física: Exemplo: camomila.
Restaurador: fortifica e promove o bem-estar depois da doença. Exemplos: pirliteiro, taráxaco, tília.
Sedativo: acalma os nervos. exemplos: camomila, tília, cravo-da-índia.
Tintura: Extracto de ervas por infusão em água ou álcool.
Tónico: Fortifica e anima parte ou totalidade do corpo. Exemplos:
tónico geral- salva, verbena; tónico digestivo: alecrim, camomila;
tónico do sistema nervoso- tília, hipericão, erva-cidreira; tónico
sanguíneo-urtiga.
Vermífugo:mata vermes e parasitas intestinais. Exemplo: absinto, tomilho, alho.
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Quando visitar a Serra da Boa Viagem não perca:
Espécie não identificada. Lineu ia adorar.
A nossa bela pedreira. Espécie há muito identificada, mas tóxica e
mortífera para a flora e fauna da região. Melhor concentrar a sua
atenção no azul do céu e do mar!
As espécies destruidoras da nossa Serra: Acacea longifolia e Acacia
dealbata. Quem foi que se lembrou de as plantar? Já não bastavam os
incêndios?
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Fotos e identificação das espécies por Horst Engels.
http://www.panoramio.com
BASES DE CONSULTA:
Internet:
-Wikipédia, a enciclopédia livre;
-Olhares.com. Fotografia online
-Jardineiro.net
-Chá de alecrim, seus benefícios. resumo GM e Ribeiro de Moraes.
-Alternativa/Fitoterapia/Acupunctura. "Saiba mais sobre o Funcho"- site da Dra. Shirley de Campos.
-www.agrup-eb23-amarante.rcts.pt
Livros:
- "Herbalismo-Para uma Vida Saudável"-Non Shaw
-Diccionário essencial dos Tratamentos Naturais de A a Z - Guia de Saúde para a família;
-"Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais" e "O Livro do Jardim"-Selecções do Reader`s Digest.
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