A Associação "Trilhos d'Esplendor" com sede na Praia de Quiaios (Figueira da Foz), oferece ao longo do ano caminhadas guiadas na zona da Praia de Quiaios. Se querem descobrir e fotografar achados da Natureza da Praia de Quiaios e da Serra da Boa Viagem, visitem uma das regiões mais ricas em Biodiversidade e Geologia de Portugal!

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Mapa da Serra da Boa Viagem com Trilhos (Triângulo do Cabo Mondego)

Segunda-feira, 4 de Agosto de 2008

Dunas de Mira, Gândara e Gafanhas

Dunas de Mira, Gândara e Gafanhas
(segundo ICN, Plano Sectorial da Rede Natura 2000)



SÍTIO

DUNAS DE MIRA, GÂNDARA E GAFANHAS








CÓDIGO  - PTCON0055

DATA E DIPLOMA DE CLASSIFICAÇÃO
Resolução do Conselho de Ministros n.º 76/00 de 5 de Julho

ÁREA - 20 511 ha

CÓDIGOS NUT
PT121 - Baixo Vouga - 10 %
PT122 - Baixo Mondego - 89 %
Área marinha (não coberta por regiões NUT) - 1 %

CONCELHOS ENVOLVIDOS


REGIÃO BIOGEOGRÁFICA
Mediterrânica

RELAÇÕES COM OUTRAS ÁREAS CLASSIFICADAS DE ÂMBITO NACIONAL
-
RELAÇÕES COM ÁREAS CLASSIFICADAS DE ÂMBITO INTERNACIONAL
-
CARACTERIZAÇÃO
O Sítio caracteriza-se por um cordão dunar litoral contínuo, formando uma planície de substrato arenoso com um povoamento vegetal de resinosas e matos, com pequenas lagoas abastecidas por linhas secundárias de água doce.

A tipologia das dunas, a especificidade dos espaços interdunares, a pujança das dunas primárias e a excelência das dunas longitudinais, associadas a um estado de conservação razoável, conferem ao Sítio, num contexto europeu, uma reconhecida importância quer em termos de desenvolvimento espacial, quer em termos de unidade sedimentar e ecológica.

O campo dunar de Vagos a Quiaios, que inclui dois tipos de dunas diferenciados  – dunas frontais do cordão litoral, activas e instáveis, e dunas antigas com formas bem conservadas e consolidadas –, ocupa 62% da área do Sítio, sendo por isso de destacar o largo conjunto de habitats psamófilos.

Realce para as vastas áreas ocupadas por dunas móveis embrionárias (2110 ), dunas brancas (2120 ), dominadas por Ammophila arenaria subsp. arundinacea, e dunas semifixas (cinzentas) (2130* ), com uma comunidade arbustiva endémica, no seio da qual é visível Armeria welwitschii.

Referência para a presença de depressões húmidas intradunares (2190 ), de dunas com vegetação esclerófila (2260 ), de tojais sobre dunas descalcificadas(2150*), de dunas mediterrânicas com pinhais-bravos (Pinus pinaster) com subcoberto arbustivo espontâneo (2270* ) e de matagais de Salix arenaria em depressões dunares (2170), sendo este o único Sítio onde este habitat se encontra assinalado.

Ocorrem lagoas eutróficas permanentes com comunidades vasculares (3150 ) e também águas oligotróficas sobre solos arenosos com vegetação da Littorelletalia (3130 ). Destaque para a ocorrência da Thorella verticillatinundata, espécie reduzida a populações diminutas face ao estado de ameaça a que o seu habitat está sujeito.

Interessa ainda citar a presença florestas mistas sub-higrófilas de Fraxinus angustifolia, Quercus robur e Ulmus minor (91F0 ), em depressões associadas à margem dos planos de água.

Salienta-se ainda a importância do Cabo Mondego (Figueira da Foz), em termos geológicos e geomorfológicos, destacando-se o facto de conter um dos poucos estratotipos do Jurássico (único em Portugal, por apresentar toda a série).

Um dos poucos locais de ocorrência confirmada da lampreia-de-riacho (Lampetra planeri).


Habitats naturais e semi-naturais constantes do anexo B-I do Dec. Lei n.º 49/2005

1170 Recifes

1210 Vegetação anual das zonas de acumulação de detritos pela maré

1230 Falésias e Arribas



2110 Dunas móveis embrionárias

2120 Dunas móveis do cordão litoral com Ammophila arenaria («dunas brancas»)

2130* Dunas fixas com vegetação herbácea («dunas cinzentas»)



2150* Dunas fixas descalcificadas atlânticas (Calluno-Ulicetea)
2170 Dunas com Salix repens ssp. argentea (Salicion arenariae)

2190 Depressões húmidas intradunares



2260 Dunas com vegetação esclerófila da Cisto-Lavenduletalia



2270* Dunas com florestas de Pinus pinea e ou Pinus pinaster







3110 Águas oligotróficas muito pouco mineralizadas das planícies arenosas (Littorelletalia uniflorae)
3150 Lagos eutróficos naturais com vegetação da Magnopotamion ou da Hydrocharition



3270 Cursos de água de margens vasosas com vegetação da Chenopodion rubri p.p. e da Bidention p.p.


3280 Cursos de água mediterrânicos permanentes da Paspalo-Agrostidion com cortinasarbóreas ribeirinhas de Salix e Populus alba
4030 Charnecas secas europeias
5230* Matagais arborescentes de Laurus nobilis
5330 Matos termomediterrânicos pré-desérticos





6110 * Prados rupícolas calcários ou basófilos da. Alysso-Sedion albi.

6210 Prados secos seminaturais e fácies arbustivas em substrato calcário (Festuco-Brometalia)(* importantes habitats de orquídeas)



6420 Pradarias húmidas mediterrânicas de ervas altas da Molinio-Holoschoenion
6430 Comunidades de ervas altas higrófilas das orlas basais e dos pisos montano a alpino
8210 Vertentes rochosas calcárias com vegetação casmofítica

8330 Grutas marinhas submersas ou semi-submersas

91E0* Florestas aluviais de Alnus glutinosa e Fraxinus excelsior (Alno-Padion, Alnion incanae,Salicion albae)
91F0 Florestas mistas de Quercus robur, Ulmus laevis, Ulmus minor, Fraxinus excelsior ou Fraxinus angustifolia das margens de grandes rios (Ulmenion minoris)

92A0 Florestas-galerias de Salix alba e Populus alba
Salix atrocinerea (esquerda) e Salix alba (direita) nas margens de uma vala de drenagem
A negrito: habitats prioritários




Espécies da Fauna constantes do anexo B-II do Dec. Lei n.º 49/2005 de 24/02

CÓDIGO  ESPÉCIEESPÉCIE  ANEXOS
1503Iberis procumbens ssp. microcarpa II, IV
1640 Limonium multiflorum II, IV
1669Myosotis lusitanica II, IV
1457 Silene longicilia II, IV
1618Thorella verticillatinundata II, IV
1731Verbascum litigiosum II, IV
1096 Lampetra planeri II
1095 Petromyzon marinus II
1221 Mauremys leprosa II, IV
1259 Lacerta schreiberi II, IV
1355 Lutra lutra II, IV



Outras Espécies dos Anexos B-IV e B-V do Dec. Lei n.º 49/2005 de 24/02


FLORA
ESPÉCIEANEXO
Iris lusitanicaV
Narcissus bulbocodiumV
Ruscus aculeatusV
Senecio lagascanus ssp. lusitanicusIV
Spiranthes aestivalisIV
Ulex densusV


FAUNA
ESPÉCIEANEXO
Alytes obstetricans
IV
Bufo calamita
IV
Discoglossus galganoi
IV
Hyla arborea
IV
Pelobates cultripes
IV
Rana iberica
IV
Rana perezi
V
Triturus marmoratus
IV
Genetta genetta
V
Herpestes ichneumon
V
Mustela putorius
V
Eptesicus serotinus
IV
Pipistrellus pipistrellus
IV
Plecotus auritus
IV



PRINCIPAIS USOS E OCUPAÇÃO DO TERRITÓRIO COM RESPECTIVAS PERCENTAGENS
 
Tipo de uso do soloÁrea (ha) Percentagem (%)
Áreas agro/ silvo/ pastoris15,734
0,08
Áreas agrícolas arvenses 
992,6644,84
Áreas agrícolas arbóreo-arbustivas 
59,4390,29
Matos e Pastagens naturais 
174,1510,85
Floresta 
17844,82486,92
Zonas húmidas 
201,6790,98
Outros (áreas urbanas e industriais,
áreas sem coberto vegetal) 
1225,755,97
Sem cartografia 
16,2140,08
Fonte – COS 90

CARACTERIZAÇÃO AGRO-FLORESTAL (INFORMAÇÃO FORNECIDA PELO MADRP NO ÂMBITO DA ELABORAÇÃO DO PLANO SECTORIAL)
Área do Sítio: 20 530 ha (2% Agrícola e 60% Florestal);

Uso Agrícola - SAU: 305 ha:
- OTE dominantes: especialização em bovinos de leite e horticultura.

Uso Florestal - 12 394 ha:
 




Dinâmicas Socio-económicas: 59% da área do Sítio - Rural Dinâmico

Sistemas dominantes: Área maioritariamente ocupada por povoamentos de pinheiro bravo, sendo
o uso agrícola diminuto.

Produtos de Qualidade: O Sítio está inserido na área geográfica de produção “Carne Marinhoa”
(DOP).

Tipo% área do Sítio Composição
Matos
2%
Espécies
58% 53% Pinheiro Bravo; 3% Outras Folhosas; 1% Carvalhos
Regime de caça especial
51%
Incêndios (90-97)
34%


Programas Específicos: Este Sítio está incluído nas áreas beneficiadas pelos Planos de Acção
para a reestruturação do sector leiteiro da Beira Litoral; Plano de Acção para a organização e
dinamização da produção de hortícolas tradicionais e Plano de Acção de dinamização do modo de
produção biológico.



















































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