Caminhada no Cabo Mondego (Figueira da Foz) às Pegadas dos Dinossauros
Fez-se nos dias 6 e 7 de Abril de 2011 por iniciativa das Professoras Eugénia Catarino, Lurdes Silva, Anabela Bruno e do Professor Rui Rodrigues da Escola Secundária Cristina Torres da Figueira da Foz com os alunos da 3º CEB duas visitas de estudo ao Cabo Mondego1, situada na Serra da Boa Viagem2, à procura de pegadas dos dinossauros. Para a visita de estudos obtivemos autorização pela Fábrica de CIMPOR de passar pelo terreno da fábrica.
Descemos pela escada, que se situa à frente da Fábrica da CIMPOR, para a praia da Pedra da Nau. Logo na descida para a praia reparamos numa camada de fósseis interessantes com bivalves marinhos do filo dos moluscos (Mollusca) e corais (Classe Anthozoa), que são animais do filo dos cnidários ou celenterádos (Coelenterata).
Descemos pela escada, que se situa à frente da Fábrica da CIMPOR, para a praia da Pedra da Nau. Logo na descida para a praia reparamos numa camada de fósseis interessantes com bivalves marinhos do filo dos moluscos (Mollusca) e corais (Classe Anthozoa), que são animais do filo dos cnidários ou celenterádos (Coelenterata).
Fossil de ?que
A Pedra da Nau (Caloviano Superior (Oxfordiano))
A seguir, chegando a praia, encontramos fósseis muito bonitos de amonóides da classe dos moluscos marinhos de cefalópodes (Cephalopoda) e de plantas, provavelmente fetos (Pteridophyta), com aspecto de incrustação de ferro e carbonização.
Não encontramos apenas fósseis e camadas geológicas interessantes como a camada do Complexo Carbónico do início do Jurássico Médio/Superior nesta zona da praia, mas também
Depois de ter atravessado a praia da Nau chegamos ao local do "Costado" ,uma placa grande dos recifes calcárias do Cabo Mondego,
onde encontramos finalmente uma pegada de um dinossauro, possivelmente do género Megalosaurus (Megalosauripus) que viviam há cerca 170 milhões de anos no Jurássico e que eram dinossauros carnívoros bípedes terrestres.
Depois deste sucesso subimos novamente para a estrada e dirigimo-nos em direcção às placas calcárias dos "Tabuleiros" do Cabo Mondego onde ainda observamos uns belemnites (Cephalopoda) e onde finalizamos a nossa excursão.
Obrigado em nome da Associação Trilhos de Esplendor pela oportunidade de assistência e guia nesta excursão em ambiente muito simpático pela equipa de professores e os alunos da Escola Secundária Cristina Torres da Figueira da Foz!



Obrigado em nome da Associação Trilhos de Esplendor pela oportunidade de assistência e guia nesta excursão em ambiente muito simpático pela equipa de professores e os alunos da Escola Secundária Cristina Torres da Figueira da Foz!
?Arenitos do Cretácico Inferior

O Cabo Mondego situa-se na costa marítima portuguesa, pelo que é banhado pelo Oceano Atlântico. Localiza-se na ponta ocidental da Serra da Boa Viagem, a uma latitude de 40º 11´ 3´´ N e a uma longitude de 08º 54´34´´W, a três quilómetros a norte da cidade da Figueira da Foz. Cortado a pique e com inúmeras falésias, tem cerca de quarenta metros de altura. Junto dele está localizado o Farol do Cabo Mondego, com quinze metros de altura, destinado ao apoio da navegação marítima. Do ponto de vista geológico, este cabo tem um alto valor científico, como é reconhecido mundialmente. foi classificado como Monumento Natural, pelo Decreto Regulamentar n.º 82/2007, de 3 de Outubro)
Serra da Boa Viagem
GEOMORFOLOGIA
A Serra da Boa Viagem apresenta cerca de 6 km de comprimento, uma direcção sensivelmente NW-SE e uma cota máxima de 257m na Bandeira.
Termina abruptamente nas vertentes setentrional e ocidental onde dominam as escarpas de natureza carbonatada, de que é exemplo a "Escarpa da Murtinheira" na vertente setentrional, que correponderá a uma falha inversa, com eventual actividade quaternária - falha de Quiaios.
Termina abruptamente nas vertentes setentrional e ocidental onde dominam as escarpas de natureza carbonatada, de que é exemplo a "Escarpa da Murtinheira" na vertente setentrional, que correponderá a uma falha inversa, com eventual actividade quaternária - falha de Quiaios.
ENQUADRAMENTO GEOLÓGICO
A região da Serra da Boa Viagem insere-se na Orla Meso-Cenozóica Ocidental onde predominam rochas sedimentares químicas e detríticas. Apresenta uma estrutura em monoclinal com desenvolvimento Este-Oeste, e cerca de 30º de inclinação para Sul.
O Jurássico Médio é bastante monótono, corresponde geralmente a bancadas de calcário compacto mais ou menos argiloso alternando com camadas margosas. Alguns níveis revelam-se muito fossilíferos destacando-se uma importante fauna de amonites.
A passagem para o Jurássico Superior é marcada por uma importante lacuna. Seguem-se importantes depósitos lacustres ou lagunares nos quais se intercalam algumas bancadas de fácies marinhas litoral que correspondem a três formações litostratigráficas (da base para o topo):
1. Complexo Carbonoso com leitos de lignite. Na sua parte superior bancadas de calcário alternam com bancadas de arenito avermelhado, onde são visíveis pegadas de dinossáurio.
2. Calcários Hidráulicos. Começam por bancadas espessas de calcário cinzentos escuros alternados com argilas lignitosas, seguidas de bancadas pouco espessas de calcário margoso separados por leitos de xisto betuminoso.
NOTA: Estas duas formações foram agrupadas recentemente sob o nome de Camadas de Vale Verde (Wilson, 1979; Wright,1985 in Pinto, 1997).
2. Calcários Hidráulicos. Começam por bancadas espessas de calcário cinzentos escuros alternados com argilas lignitosas, seguidas de bancadas pouco espessas de calcário margoso separados por leitos de xisto betuminoso.
NOTA: Estas duas formações foram agrupadas recentemente sob o nome de Camadas de Vale Verde (Wilson, 1979; Wright,1985 in Pinto, 1997).
3. Camadas marinhas ricas de lamelibrânquios. Corresponde a um conjunto de depósitos litorais com tendência regressiva na parte superior onde se intercalam bancadas de calcário ou calcários margosos (onde se conhecem pegadas de dinossáurio, em frente à Fabrica do Cabo Mondego), com gastrópodes, braquiópodes e lamelibrânquios muito abundantes.
O Jurássico superior termina com o complexo arenítico - Arenitos de Boa Viagem - que se prolongam na base do Cretácico. Trata-se de uma alternância de arenitos argilosos (vermelhos a amarelos) e de argilas (sendo as cores predominantes o amarelo, o cinzento e o esverdeado).
notes
1 O Cabo Mondego situa-se na costa marítima portuguesa, pelo que é banhado pelo Oceano Atlântico. Localiza-se na ponta ocidental da Serra da Boa Viagem, a uma latitude de 40º 11´ 3´´ N e a uma longitude de 08º 54´34´´W, a três quilómetros a norte da cidade da Figueira da Foz. Cortado a pique e com inúmeras falésias, tem cerca de quarenta metros de altura. Junto dele está localizado o Farol do Cabo Mondego, com quinze metros de altura, destinado ao apoio da navegação marítima. Do ponto de vista geológico, este cabo tem um alto valor científico, como é reconhecido mundialmente. foi classificado como Monumento Natural, pelo Decreto Regulamentar n.º 82/2007, de 3 de Outubro)
2 A Serra da Boa Viagem situa-se a três quilómetros a Norte da cidade da Figueira da Foz com 261,88 metros de altura, quota esta localizada no vértice geodésico da Bandeira, na freguesia de Quiaios.
Cerca de 83% da sua área situa-se nas quotas dos 150 a 250 metros de altura.
O facto desta elevação se encontrar junto do Oceano Atlântico, confere a esta, e a toda a zona envolvente, uma paisagem de singular beleza, de que se destaca o "Parque Natural da Serra da Boa Viagem" com um vasto património natural, arqueológico e paisagístico. No seu extremo ocidental situa-se o Cabo Mondego.
A sua vegetação é constituída por Pinheiro-Bravo, Cipreste-português, Tojo, Urze, entre outros.
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