Se querem descobrir e fotografar achados da Natureza da Praia de Quiaios e da Serra da Boa Viagem, visitem uma das regiões mais ricas em Biodiversidade e Geologia de Portugal!

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Mapa da Serra da Boa Viagem com Trilhos (Triângulo do Cabo Mondego)

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Plantas medicinais e chás (Parte IV)

Plantas medicinais e chás (Parte IV)

Por Carla Conde

Glossário

  Adstringente: seca, diminui e reduz as secreções. Exemplos: folha de framboeseira, aveleira.

 

 Analgésico: alivia a dor. Exemplos: salgueiro, cravo-da-índia, camomila.

 

Anti-emético: acalma o estômago e evita enjoos. Exemplo: gengibre.

 

Anti-inflamatório: reduz as inflamações. Exemplos: salgueiro, couve, camomila.

 

Anti-séptico: mata as bactérias e previne infecções. Exemplos: tomilho, alho, mel e a maior parte dos óleos essenciais.

 

Carminativo (ou anti-flatulente): alivia o estômago e elimina as flatulências. Exemplos: hortelã-pimenta, funcho, caneleira.

 

Cataplasma: massa quente e húmida, preparada com extracto de ervas misturado numa base demulcente , para aliviar a dor e extrair abcessos.

 

Colagogo: promove o livre fluxo da bílis. exemplos: raíz de taráxaco, labaças.

 

Compressa: ervas esmagadas ou panos molhados com chá ou tintura aplicados para aliviar dores ou tumefacções. Exemplos: couve, camomila, maravilhas.

 

Decocção: um extracto de ervas, preparado por ebulição com água. sobretudo de raízes ou cascas.

 

Demulcente: amacia a irritação. Exemplos: alteia, consolda-maior, mel.

 

Descongestionante:alivia a congestão nasal e perinasal. Exemplos: hortelã-pimenta, rábano-bravo, alecrim.

 

Desobstruente linfático: ajuda ao bom funcionamento linfático. Para "gânglios inchados" e infecções crónicas. Exemplos: maravilhas.

 

Diaforético: induz a transpiração. Exemplos: salva, pimenta-de-caiena, flor de sabugueiro.

 

Digestivo: facilita a digestão. Exemplos: camomila, gengibre, aveia, alecrim.

 

Diurético: favorece a micção. Exemplos: raíz e folha de taráxaco, salsa.

 

Emanagogo: induz a menstruação. Exemplos: artemísia, hortelã-pimenta, salva. Não devem tomar-se preparações emanagogas durante a gravidez.

 

Emético: induz o vómito. exemplo: sal, mostarda, ulmária em grandes quantidades.

 

Emoliente: Preparação para amaciar a pele. Exemplo: malvas.

 

Espasmolítico/anti-espasmódico: alivia espasmos e cãibras. Exemplos: camomila, gengibre, funcho.

 

Estimulante: aumenta a actividade. Exemplos: pimenta-de-caiena, café, ginseng.

 

Estimulante circulatório: Aquece e estimula a circulação. Exemplo: pimenta-de-caiena.

 

Expectorante: ajuda a expelir a mucosidade dos pulmões. Exemplos: tomilho, alho.

 

Extractor: extrai venenos de furúnculos e abcessos. Exemplos: aveia, alteia, mel.

 

Febrífugo: ajuda a reduzir os estados febris e baixar a temperatura. exemplos: mil-folhada, camomila, salva.

 

Fomentação: uma compressa quente demolhada em chá ou tintura de ervas, que se usa para aquecer, aliviar dores e rigidez do frio. Exemplos: camomila, aveia, maravilhas.

 

Fungicida: para infestações de fungos. Exemplos: aloés, alho, maravilhas.

 

Hemostático: detém hemorragias. Exemplo: milfolhada.

 

Infusão: demolhar erva em água quente ou fria para fazer chá, ou óleo para fricções.

 

Laxante: estimula o funcionamento do intestino (efeito laxativo). Exemplos: labaças, raíz de taráxaco, sene.

 

Maceração:  a substância é deixada em contacto com o líquido usado para dissolver o princípio activo à temperatura ambiente.

 

Mucilagem: uma substância com componentes gelatinosos demulcentes.

 

Psicotrópico. O efeito de drogas que alteram o estado mental.

 

Relaxante: relaxa a tensão física: Exemplo: camomila.

 

Restaurador: fortifica e promove o bem-estar depois da doença. Exemplos: pirliteiro, taráxaco, tília.

 

Sedativo: acalma os nervos. exemplos: camomila, tília, cravo-da-índia.

 

Tintura: Extracto de ervas por infusão em água ou álcool.

 

Tónico: Fortifica e anima parte ou totalidade do corpo. Exemplos: tónico geral- salva, verbena; tónico digestivo: alecrim, camomila; tónico do sistema nervoso- tília, hipericão, erva-cidreira; tónico sanguíneo-urtiga.

 

Vermífugo:mata vermes e parasitas intestinais. Exemplo: absinto, tomilho, alho.

 

Continuação: Parte V (Addendum)

Plantas medicinais e chás (Parte V)

Plantas medicinais e chás (Parte V)

Por Carla Conde

Addendum

Quando visitar a Serra da Boa Viagem não perca:

Espécie não identificada.

A nossa bela pedreira. Espécie há muito identificada, mas tóxica e mortífera para a flora e fauna da região. Melhor concentrar a sua atenção no azul do céu e do mar!

As espécies destruidoras da Serra da Boa Viagem e lagoas de Quiaios: Acacea longifolia  e Acacea dealbata .

Identificação das espécies por Horst Engels.

http://www.panoramio.com

 

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Horst e Arafix nas Lagoas de Quiaios

BASES DE CONSULTA:

 Internet:

 -Wikipédia, a enciclopédia livre;

-Olhares.com. Fotografia online

-Jardineiro.net

-Chá de alecrim, seus benefícios. resumo GM e Ribeiro de Moraes.

-Alternativa/Fitoterapia/Acupunctura. "Saiba mais sobre o Funcho"- site da Dra. Shirley de Campos.

-www.agrup-eb23-amarante.rcts.pt

Livros:

- "Herbalismo-Para uma Vida Saudável"-Non Shaw

-Diccionário essencial dos Tratamentos Naturais de A a Z - Guia de Saúde para a família;

-"Segredos e Virtudes das Plantas Medicinais" e "O Livro do Jardim"-Selecções do Reader`s Digest.

 

 

Plantas medicinais e chás (Parte I)

Plantas medicinais e chás (Parte I)

Por Carla Conde

(Frutos de Smilax aspera )

Introdução

 

O herbalismo-utilização de plantas com fins curativos-é uma das mais antigas e divulgadas terapias medicinais, remontando à idade primitiva.Todos nós podemos fazer remédios a partir de plantas, de modo a melhorar a saúde e bem-estar da família e amigos. Mas não se esqueça que muitas plantas são extremamente parecidas e apenas podem ser identificadas com precisão se estiverem em flor ou com semente. As plantas e ervas medicinais, podem intoxicar, provocar coma e mesmo levar à morte. Todas elas têm mais de um componente e algum desses componentes pode ser contra-indicado para o usuário.Não tente prevenir ou tratar qualquer doença e muito menos substituir cuidados médicos adequados.Tenha cuidado ao manusear as plantas e mantenha-as longe das crianças.

Siga um bom guia de identificação ou simplesmente compre as plantas já secas em lojas da especialidade. Verifique a dosagem correcta e saiba as precauções e contra-indicações.Se gosta de colher ervas no campo não se esqueça de apanhar apenas o que necessita e deixe o suficiente para um novo crescimento.

As informações nestas páginas são educacionais, nenhuma destas informações são novidade e resultam do conjunto de uma pesquisa em vários livros e sites na internet, para que quem tenha o prazer de caminhar pela Serra da Boa Viagem, Cabo Mondego, Quiaios, Murtinheira e Praia de Quiaios consiga ser atraído pela riqueza da sua flora, combinando alguma objectividade da ciência com a subjectividade da experiência humana.

Bons passeios!

Se quiser vir connosco dirija-se a Associação  “ Trilhos d’Esplendor na Praia de Quiaios. Combinamos a data para uma caminhada!

 

 

Nome científico

Nome vulgar

Foto

Anthyllis vulneraria

(Parte II)

Vulneraria

Arbutus unedo

(Parte II)

Medronheiro, ervedeiro, ervedo, êrvedo, ervado, ervodo, árvore-de-morangos (brasileiro)

Calluna vulgaris

(Parte II)

Torga ordinária, mongariça, mogariça, quebra-panelas, queiró, queiró-das-ilhas, queiroga,rapa, carrasca, carrasquinha, urze-do-monte, barba-do-mato, leiga

Cichorium intybus

(Parte II)

Almeirão, almeirão-selvagem, almeirão silvestre, almeirão-de-raíz, chicória-do-café, chicória-brava, chicória-amarga, chicória, radiche, radice-selvagem

Corema album

(Parte II)

Camarinha, camarinheira

Crataegus monogyna

(Parte II)

Pirliteiro, escalheiro, espinheiro-alvar, escambrulheiro, cambroeira, abronceiro, estrepeiro, espino. Em Inglaterra é conhecido como May Tree ou hawthorn.

Crithmum maritimum

(Parte II)

Perrixil-do-mar,funcho-marinho, funcho-do-mar, bacila

Eryngium campestre

(Parte II)

Cardo-corredor, cardo-rolante, cardo-nómada,  cardo-de-palma. Brasil: gravatá-do-campo, croatá-falso, caraguatá.

Eryngium ?dilatatum

Foeniculum vulgare

(Parte II)

Funcho,funcho-de-comer, erva-doce, fiolho, anis-doce, maratro ou finóquio.

Fraxinus excelsior

(Parte II)

Freixo-europeu

Fumaria officinalis

(Parte III)

Fumaria, erva moleirinha, erva-pombinha, moleirinha, fumo-da-terra, fel-da-terra, pé-de-perdiz, catarinas-queimadas.

Hedera helix

(Parte III)

Hera, hereira, hedera, hedra, hera-dos-muros, hera-trepadeira, heradeira, aradeira, trepadeira.

Hypericum perforatum

(Parte III)

Milfurada, erva-de-São-João, androsemo, mijadeira, corazoncillo, St. John`s-wort, herbe de St. Jean, johanniskraut.

Lonicera periclymenum

(Parte III)

Madressilva-das-boticas , Madressilva-esverdeada

Pinus pinaster

(Parte III)

Pinheiro-bravo, Pinheiro maritimo, pinheiro-das-landes

Rosa canina

(Parte III)

Rosa-brava, Rosa-canina, rosa-de-cão, roseira-de-cão, roseira, roseira-brava, roseira-silvestre, Silva-macha, Silvão, rosa-bandalha.

Rosmarinus officinalis

(Parte III)

Alecrim-da-terra, romero, rosemary, alecrinzeiro, alecrim-de-jardim, alecrim rosmarino, libanotis.

Sambucus nigra

(Parte III)

Sabugueiro negro,sabugo, rosa-de-bem-fazer, mestre-joão sabugueirinho (brasileiro), eldenberry ou eldertree (inglês).

Salix alba

(Parte III)

Salgueiro-branco, sinceiro, vimeiro-branco.

Smilax aspera

(Parte III)

Salsaparrilha-bastarda, legação,alegação, alegra-campo, recama, salsaparrilha-indígena, japecanga.

Continuação: Parte II (Anthyllis vulneraria - Fraxinus excelsior)

O ambiente marinho e a biodiversida...

O ambiente marinho  e a biodiversidade marinha

Uma página bem estruturada sobre o ambiente marinho e a vida marinha, é o Espaço Sariego :

Um mar de estabilidade

O mar sempre exerceu extraordinário fascínio sobre os homens, do poeta ao cientista, suscitando a curiosidade. O estudo de seus ambientes e da vida que o preenche é uma das maiores aventuras da Ciência e da Tecnologia moderna, além de tornar-se prioritária em vista da crescente degradação ambiental, que ameaça a vida no Planeta. No mar está a futura “fronteira agrícola” que poderá alimentar a bilhões de seres humanos. E é nele que encontraremos as respostas para o mistério da origem e evolução da vida.

         A principal chave para a compreensão da vida marinha e de sua ecologia é o conhecimento do ambiente marinho , no que tem de característico e diferente do ambiente terrestre , quanto aos seus fatores físicos e químicos, capazes de determinar e limitar a distribuição dos animais marinhos, de acordo com suas habilidades e capacidade de adaptação.

         A comparação entre esses dois ambientes, revela um princípio fundamental: o mar é um ambiente muito mais estável e constante que o terrestre. No interior dos oceanos a mudança de temperatura não é tão rápida e dramática, nem se notam tão claramente as diferenças entre as estações do ano.

            É um erro imaginar que o mar, um ambiente dotado de notável estabilidade, seja uniforme e até mesmo monótono. Nada mais longe da verdade. Ele possui, tal como os continentes uma enorme variedade de habitats, mini-ambientes caracterizados pelas condições ambientais que lhe são próprias e que exigem adaptações específicas para se viver neles. Uma árvore bem adaptada ao frio, ventos e tempestades dos topos das altas montanhas pode não prosperar no interior quente e úmido das florestas tropicais. Assim é no mar.

        Não só a distribuição de cada espécie pelos diversos habitats, mas como a própria sobrevivência do indivíduo, estão determinadas pela existência de certos elementos do meio ambiente que podem agir diretamente sobre o funcionamento do organismo, e sobre o seu ciclo de vida. Esses elementos receberam o nome de factores ecológicos.

         Os factores ecológicos mais importantes no ambiente marinho são a luminosidade, a temperatura, a salinidade e a pressão. São eles que impõem as mais sérias limitações à vida e que permitem reconhecer os principais habitats, mas outros factores também influem nas adaptações dos seres vivos e mesmo no aproveitamento que fazemos dos recursos marinhos.

 

A biodiversidade marinha

Os factores físicos e químicos que estruturam e caracterizam o ambiente marinho compõem o que a Ecologia denomina factores abióticos , o primeiro dos dois componentes de qualquer ecossistema. O segundo componente inclui os chamados factores bióticos , os seres vivos que povoam o ecossistema, interagindo com os fatores abióticos.

         O conjunto e variedade das espécies animais e vegetais de qualquer ecossistema recebe o nome de biodiversidade . O estudo da biodiversidade é uma tarefa apaixonante pois revela como o processo da Evolução biológica actuou ao longo da história da vida na Terra adaptando os seres vivos ao ambiente – quase sempre de forma engenhosa – e gerando sempre novas espécies que enriquecem ainda mais a biodiversidade.

         A biodiversidade marinha destaca-se dentre os demais ambientes do nosso planeta por ser muito expressiva. Sinal disso é o facto de nos oceanos serem encontrados representantes de 27 dos 31 filos de invertebrados atualmente existentes. No entanto, o conhecimento da vida marinha não é uma tarefa fácil pois, segundo estimativas conservadoras, são conhecidas 160 mil espécies marinhas, enquanto que no ambiente terrestre foram identificadas 178 mil espécies. Isso indica que ainda há muitos animais a serem descobertos no ambiente marinho. Acredita-se que nos amplos e inexplorados fundos oceânicos habitem até cinco milhões de espécies diferentes.

Árvore filogenética dos metazoários

 

Fig. 4  - Árvore filogenética dos metazoários (de Espaço Sariego)

A árvore filogenética é uma forma bem visual de representar as relações evolutivas entre os reinos e filos metazoários. Nela, os números indicam o ponto de origem de novas estrutura orgânicas que direcionaram o processo evolutivo.

0 - DNA e RNA.

  1 - Complexo de Golgi, vacúolos contráteis e movimento amebóide.

  2 - Flagelos e cílios.

  3 - Colagens, espongina, diferenciação celular de organismos multicelulares.

  4 - neurônios e células musculares.

  5 - simetria biradial.

  6 - bilateralidade, sistema excretor e mesoderme.

  7 - sistema sangüíneo vascular.

  8 - celoma e metamerismo.

  9 - clivagem radial.

        O número de filos de metazoários pode variar conforme o sistema de classificação adotado, ponto no qual os cientistas ainda divergem entre si.

 

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