Se querem descobrir e fotografar achados da Natureza da Praia de Quiaios e da Serra da Boa Viagem, visitem uma das regiões mais ricas em Biodiversidade e Geologia de Portugal!

Pesquisar neste blogue

Mapa da Serra da Boa Viagem com Trilhos (Triângulo do Cabo Mondego)

sábado, 13 de abril de 2013

Tabelas fitossociológicas Parte Ia

Tabelas fitossociológicas das comunidades de dunas, arribas e matos de Murtinheira/Quiaios (Sector Divisório Português). Parte Ia .

Mapa biogeográfico da área de estudo

(Extraído de: Costa, J. C. et. al. Finisterra, XXXV, 69, 2000, pp. 69-93 )

Metodologia:

As tabelas fitossociológicas registam a "Artmächtigkeit" ( abundância/dominância ) em função da cobertura  das espécies presentes segundo o método semi-quantitativo de Braun-Blanquet .

A  cobertura consiste na percentagem da área total que é ocupada pelos indivíduos de uma espécie comumente utilizada como uma medida de abundância, especialmente quando é difícil calcular-se a densidade. Porém, está sujeita a erros, já que se trata de uma observação subjetiva. Braun-Blanquet descreveu um sistema de classificação baseado em escalas de cobertura:

5

Contínua ou dominante: mais de 75% de cobertura

4

Frequente ou interrompida: 50 a 75% de cobertura

3

Dispersa ou comum: 25 a 50% de cobertura

2

Rara: 15 a 25% de cobertura

1

Muito rara: 5 a 15% de cobertura

+

Esporádica: 1 a 5% de cobertura

r

Quase ausente: menos de 1% de cobertura

.

ausente

Em comunidades com diversos estratos, cada um deve ser tomado separadamente. A exactidão da estimativa bastante satisfatória em superfícies pequenas (até 10 m 2 ). Em áreas grandes, a estimativa é difícil de se realizar principalmente quando se apresentam muitas espécies. Já quando se trata de comunidades que mostram grandes variações estacionais em sua cobertura, a estimativa deve se repetir em diferentes épocas do ano.

A descrição da escala da "Artmächtigkeit" (abundância/dominância) original de Braun-Blanquet é a seguinte:

A partir da escala original de Braun-Blanquet foram introduzidas novas escalas diferentes, às vezes mais pormenorizadas, às vezes com menos categorias do que na escala original. Parece que no trabalho de Costa, J. C. et. al. Finisterra, XXXV, 69, 2000, pp. 69-93  donde foram extraídos os relevés de Murtinheira e Quiaios, as duas categorias de "+" e "r" foram reduzidas à uma só de "+" - mas isto não está explícito no texto.

Quadro de ajuda para determinação de cobertura e "Artmächtigkeit" (Abundância/Dominância) segundo Braun-Blanquet. (As letras grandes, números 1 à 5, são os da escala de Braun-Blanquet)

1. Dunas e comunidades arbustivos pequenos

1.1. Dunas embrionárias

Na zona das dunas embrionários encontra-se uma comunidade hemicriptofítica ( Euphorbio paraliae-Agropyretum junceiformis ) ( tabela I ) das seguntes taxones dominantes: Elymus farctus  ssp. boreali-atlanticus , Euphorbia paralias , Eryngium maritimum , Calystegia soldanella  e Pancratium maritimum

Tabela I   - Euphorbio paraliae-Agropyretum junceiformis

(Relevés 8,9 extraídos da Tabela I de: Costa, J. C. et. al. Finisterra, XXXV, 69, 2000, pp. 69-93  )

Numero do relevé

8

9

Relevés: 8 = Murtinheira; 9 = Quiaios

Superfície mínima (m 2 )

10

4

Numero de espécies

8

6

Espécies características

Elymus farctus  ssp. boreali-atlanticus

2

2

Euphorbia paralias

1

1

Eryngium maritimum

+

1

Calystegia soldanella

+

1

Pancratium maritimum

+

1

Polygonum maritimum

.

.

Medicago marina

+

.

Espécies differentiais da subassociação

otanthosum maritimae

Otanthus maritimus

2

3

Espécies companheiras

Cakile maritima

+

.

Crucianella maritima

.

.

Reichardia gaditana

.

.

Silene nicaeensis

.

.

Crithmum maritimum

.

.

More relevé

Outras espécies encontradas:

Euphorbia peplis

Euphorbia peplis  - Praia da Murtinheira

40°12'9.56"N   8°54'2.65"W

Continuação: Tabelas fitossociológicas Parte Ia2

Literatura sobre Metodologia na fitossociologia: The Releve-Method.pdf

 

Sem comentários:

Arquivo do blogue

Seguidores

Contribuidores